sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O 5º Encontro Nacional dos Escoteiros e Guias Adultos da Tunísia




Excelente jornada do escotismo adulto, é como devemos classificar o 5º Encontro Nacional da Tunísia. Dando nota do grande dinamismo que vive no momento, aquela associação levou até este encontro cerca de trezentos membros das diferentes regiões do país, que proporcionaram um ambiente de muita alegria aos mais de 50 participantes estrangeiros, entre os quais uma delegação de Portugal, formada por quatro membros da FAEP.
A organização foi perfeita, graças ao esforçado trabalho de uma dedicada equipa, , que dispensaram aos participantes todas as atenções e muita simpatia.
Uma Guilda da Tunísia tocando musicas populares


Alguns participantes, com as guias da Malásia em primeiro plano

Do programa do encontro é justo distinguir a preocupação dos organizadores em proporcionar aos visitantes um bom conhecimento do seu país e das suas realidades, em agradáveis passeios às diferentes regiões que valorizam turisticamente a Tunísia. Assim, tivemos oportunidade de conhecer Tunis, Hammamet, Nabeul, Kaairouan, Gafsa, Touzeur, Chebika, Tamaghza, Onk Jemal, Nefta, Kebili, Matmata, Gabés, etc. apreciando as suas paisagens, os seus monumentos e o seu assinalável grau de desenvolvimento. Claro que também nos foram próporcionadas algumas incursões no deserto e uma visita aos “ghorfas”, povo que vive nos ocos das rochas do deserto.
Plantação de árvores na Escola Secundária de Touzeur


Pôr do sol no deserto

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Compromisso Associativo do ESCOTISMO ADULTO

Convite á formação de novas comunidades do Escotismo Adulto
Por Ángel Jiménez Canino, Capi, de "El Bordón" de Córdoba



Este convite dirige-se a todos aqueles que acreditam que os valores contidos na Promessa escotista têm algum significado, incluso na etapa adulta da vida.

Em primeiro lugar, aos escoteiros e guias que, tendo terminado a sua experiência escotista na associação juvenil, desejam continuar um percurso de formação contínua.

Principalmente quem a, tendo vivido o escotismo ou o guidismo também em adulto, como chefe na associação juvenil, deseja trabalhar concretamente no político e no social sem perder simultaneamente o gosto de educar-se segundo o método escotista.

Depois, aos pais e aos amigos dos escoteiros, que descobriram o Escotismo pelos próprios filhos e estão sentindo profunda fascinação.

A todos eles dirigimos o convite para se juntarem ao movimento escotista adulto e, se têm tempo, vontade e energia, dar vida a uma nova comunidade de escotismo para adultos. É sempre melhor constituir um novo Núcleo de Escotismo Adulto (ou “guilda”), do que juntar-se a uma já existente. Os Núcleos de escoteiros adultos têm necessidade de serem formados por amigos, por pessoas que se sentem bem juntos.

Propomos-vos um movimento associativo de adultos formado por homens e mulheres dispostos a viver a aventura da história do amanhã de esperança, em cuja construção todos somos chamados a participar, mas que não ocupe demasiado espaço nem tempo nas nossas vidas, ou seja, na proporção dos ritmos a que cada um se imponha, com fins e objectivos precisos, conduzido democraticamente e onde a participação seja um acto efectivo.

Há-de ser um movimento que unifique nossas forças e vontades num projecto comum de verdadeira inter-ajuda. Cada um com a sua participação, grande ou pequena, com papel relevante ou modesto, e com a firme consciência de que “para salvar o mundo é tão válido descascar batatas como construir catedrais”.

Há-de ser uma associação de homens e mulheres em acção, aliados da Natureza, atentos aos mais necessitados, disponíveis e esperançosos da inovação e mudanças. Homens e mulheres de paz e de diálogo.

Tudo isto se pode viver dentro de uma associação de Escotismo Adulto, seja como membros participante efectivos, quer como meros simpatizantes, que podem participar pontualmente nas actividades organizadas.
.
(retirado, com a devida vénia, da revista TREBOLIS)

domingo, 21 de novembro de 2010

O EMBLEMA DA AISG / ISGF




O símbolo da AISG/ISGF, criada em 1953, é representado por um emblema composto por uma flor-de-lis [lírio] vermelha, onde existem duas estrelas brancas incorporadas, aplicada sobre um fundo de trevo branco.
Uma orla negra ou azul contorna a flor-de lis e o trevo.

O emblema contém vários significados.
O seu desenho tem por base os emblemas da Associação Mundial das Guias e Escoteiras (VAGGGS) e da Organização Mundial do Movimento Escotista (WOSM), com o objectivo de significar que a AISG/ISGF e aquelas duas associações fazem parte do movimento mundial que deu origem ao Escotismo.
As suas cores, branca e vermelha, significam respectivamente a pureza e o amor.
A flor-de-lis lembra-nos a agulha da bússola que nos permite manter no caminho certo. As três pétalas da flor-de-lis e do trevo simbolizam a Promessa Escotista/Guia e as duas estrelas de cinco pontas a Lei do Escoteiro/Guia. O anel em torno de flor-de-lis simboliza a solidariedade.

O símbolo da AISG/ISGF é aplicado também em emblemas específicos da AISG/ISGF, como seja o que diz respeito ao seu RAMO CENTRAL (Central Branch) ou o relativo á geminação ( que é uma maneira dos membros se envolverem internacionalmente ) aos seus diferentes níveis - individuo a individuo, núcleo (guilda) a núcleo ou entre Associações Nacionais -, e que foi criado em 1989.

Grande parte das associações nacionais também incorpora nos seus emblemas nacionais o símbolo da AISG/ISGF, tal como acontece com a FAEP ou a AISG-Espanha.

O PRESIDENTE DO CONSELHO DIRECTOR VISITOU A DELEGAÇÃO DE GUIMARÃES

Rui Macedo, Presidente do C. Director, visitou na passada sexta-feira dia 30 de Julho, a Delegação de Guimarães, composta por elementos todos pertencentes ao Grupo n.º 135 da AEP, sito nos arredores daquela cidade.
Rui Macedo foi acompanhado naquela visita pelo Escoteiro-Chefe Adão Silva Chefe do Grupo n.º 25, também de Guimarães.
A visita, que na sua primeira parte, contou também com a presença do Chefe do Grupo n.º 135, insere-se na concretização do desejo que o Conselho Director definiu como uma das suas prioridades, que visa o contacto directo dos seus elementos, sempre que possível, com as delegações e núcleos locais, procurando desta forma, conhecer “in loco” o maior número possível de companheiros.
A reunião, que decorreu dentro do melhor espírito escotista, tratou dos assuntos referentes ao(s) uniforme(s) da FAEP e o seu uso devido, bem como de algumas questões administrativas que, por limitações dos anteriores Corpos Dirigentes, estavam há algum tempo por resolver.
O Conselho Director espera que com os novos desafios proporcionados pelo ESCOTISMO ADULTO e por este retomar de contactos directos, desperte o interesse dos actuais membros na dinamização das suas actividades e no chamamento de novos companheiros.

CONVÍVIO FRATERNAL



No dia 8 de Maio, o Parque de Escotismo da Costa da Caparica, acolheu na sua tranquilidade, a alegria e boa disposição das famílias que fizeram questão de estar presentes, no “Convívio Fraternal de Ar Livre”, apesar das caretas de um dia chuvoso e nada colaborante.

INTERVENÇÃO DA FAEP na CONFERÊNCIA NACIONAL DA AEP


No período de antes da Ordem dos Trabalhos, foi dada a palavra ao Presidente do Conselho Director da Fraternal, que proferiu a seguinte comunicação:

Escoteiro Chefe Presidente da Mesa da Conferência Nacional
Escoteiro Chefe Nacional
Escoteiros Chefes e outros dirigentes presentes nesta Conferência
Senhores convidados

Em nome da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal cumpri-mento cordialmente a todos os presentes, fazendo votos para que os assuntos trazidos a esta Conferência, mereçam a reflexão atenta de todos e encontrem as melhores soluções, consentâneas com os ideais escotistas, tendo sempre em vista o prestígio e a dignificação da Associação dos Escoteiros de Portugal.

Em primeiro lugar, queremos manifestar aqui, publicamente, a nossa grande satisfação pelo bom momento das relações entre a AEP e a FAEP, muito pelo efeito do ideal comum que nos irmana, como também pela cordialidade, espírito de colaboração e respeito mútuo, que decorre do diálogo franco e aberto que tem existido entre as nossas duas instituições, que visam um fim comum – servir o Escotismo e promover a sua divulgação e expansão no nosso País.

A atestar esta afirmação, registámos a presença e a apreciada intervenção do Escoteiro Chefe Nacional no último Conselho Nacional da FAEP, onde nos proporcionou pormenorizado conhecimento do modelo de organização associativa e, bem assim, dos projectos e estratégias em desenvolvimento.

Por tais razões, queremos saudar os órgãos centrais da AEP pelo trabalho que tem sido desenvolvido e manifestar o nosso apreço pelo Relatório que vai ser apreciado por esta Assembleia, no qual se evidencia o estado saudável das finanças associativas e se advinha a satisfação pelo cumprimento de um dever, que é também um ideal de vida, ao alcançar metas credíveis que prestigiam toda uma organização. Muito tem sido feito nos últimos anos, mas é expectável que bastante mais possa e deva fazer-se, especialmente na área das relações entre a AEP e a Escola, onde se deve investir mais, reto-mando, se possível, o modelo de colaboração usado nos primeiros tempos do Escotismo em Portugal, ou estudando e adaptando o que nesse sentido já se está fazendo no Brasil.

Permitimo-nos uma referência apenas aos Recursos Adultos Voluntários, onde nos parece menos indicado o encaminhamento dos interessados directamente para os Grupos, sobrecarregando as respectivas chefias que, em muitos casos, não têm a disponibilidade para o atendimento e preparação que esses interessados precisam e merecem, contribuindo para a sua desmotivação. Parece-nos que, sendo esta uma das preocupações do ESCOTISMO ADULTO, poderia a Fraternal ocupar-se do acolhimento de tais voluntários, identifi-cando-os com os princípios e metodologia do Movimento Escotista, acompanhando-os numa abordagem aos grupos locais, ou aconselhando a frequência de cursos da ENFIM, consoante o interesse e nível de envolvimento do candidato. Declaramos aqui toda a nossa disponibilidade para o efeito.

A nossa Fraternal vive, no momento, um esforçado período de renovação, na formulação e implantação de ideias e programas que visam a identificação e divulgação do ESCOTISMO ADULTO entre os dirigentes que terminam a sua carreira na AEP e, também, junto dos pais dos escoteiros e os amigos do Escotismo que se sentem
atraídos pelo nosso Ideal e Princípios.

Estamos por isso empenhados em receber no nosso seio aqueles que o cansaço ou as exigências profissionais, familiares ou outras, obrigam a pôr fim às suas carreiras de dirigentes escotistas, proporcionando-lhes a oportunidade de:
1.Continuarem a viver o espírito escotista,
2.Guardarem sempre bem vivo o espírito da Promessa e da Lei,
3.Serem úteis às comunidades onde vivem e trabalham,
4.Continuarem a dar suporte activo ao Movimento Escotista, através da AEP.

Ao solicitar a esses dirigentes que adiram à FAEP, estamos certos de
poder oferecer-lhes, a possibilidade de se manterem ligados aos seus ideais, dispensados embora do esforço permanen-te que a todos exige um trabalho de chefia, mas atentos a novas oportunidades de servirem o Escotismo e a AEP.

Do fortalecimento do ESCOTISMO ADULTO resultará, estamos certos, uma melhor oportunidade de desenvolvimento da AEP.

Observando as estatísticas da Associação nos últimos anos, e em especial o caderno eleitoral desta Conferência, em que dos 111 Grupos activos só 4 deles têm as quatro divisões etárias e as chefias de grupo devidamente constituídas, [havendo 18 com 4 divisões; 28 com 3; 24 com 2; 19 com apenas uma; e 18 sem qualquer divisão], considerando, ainda, as diferentes áreas do Plano Estratégico, que iremos debater para 2011/2016, verificamos que é a área dos recursos adultos – no que respeita ao voluntariado em geral, aos dirigentes, à sua formação e à participação – aquela que sem qualquer dúvida deverá merecer uma atenção especial da Associação.

Os adultos fazem parte integrante e fundamental do Método escotista. Sem eles, ou sem que adquiram capacidades pedagógicas e técnicas razoáveis, nunca alcançaremos o nosso objectivo, que é: a educação dos jovens.

Observamos que passam pela AEP inúmeros elementos que, durante anos, vão acumulando conhecimentos e experiências técnicas, que lhes permitiriam ser óptimos especialistas em muitas áreas de actividades [tanto as ligadas à vida ao ar livre como às técnico-profissionais], os quais se afastam do Movimento, muitas vezes por saturação ou falta de realização, mas também porque lhes falta enquadramento, perdendo, assim, a Associação, tão apreciável mais-valia.

Importa, quanto a nós, inverter esta realidade. E isto é dever de todos.

Do revigoramento e crescimento da FAEP resultará a possibilidade de engrandecimento da AEP, uma vez que será possível a todos os níveis – local, regional e nacional – proporcionar apoios estratégicos em diversas áreas, libertando os dirigentes para a realização de mais actividades e melhor exercício do seu papel de educadores. Esses apoios poderão também ser aproveitados para elaborar publicações técnicas, memórias históricas, estudos, conferências, cursos, exposições, angariação de fundos para projectos diversos, e muitas outras acções que se entendam de interesse comum, ao serviço do Escotismo e da AEP.

Por isso, afirmamos o nosso empenhamento em colaborar, na medida das nossas possibilidades, onde e quando for necessário e manifestamos a nossa disponibilidade para dialogar com todos aqueles que estejam interessados em realizar novos projectos.

Cumprindo aquilo que julgamos ser a nossa Missão, não queremos deixar de levar o nosso conselho aos órgãos dirigentes da AEP, esperando que acreditem nas potencialidades do ESCOTISMO ADULTO, incentivando aqueles que se afastam do escotismo activo a aderirem à Fraternal dos Escoteiros de Portugal, como forma de continuarem ligados aos ideais do Escotismo e cumprindo o nosso lema: ESCOTEIRO UM DIA, ESCOTEIRO POR TODA A VIDA.

sábado, 27 de março de 2010

60.º ANIVERSÁRIO


A Fraternal comemorou no passado dia 11 a passagem dos 60 anos sobre a data da sua constituição.

Presentes à cerimónia, que se realizou ao fim da tarde na Sede Nacional, muitos dos nossos Companheiros, assim como o Presidente, Vice-Presidente e Secretário da Direcção Nacional da Fraternidade Nuno Álvares e a Presidente, Secretária Internacional e algumas outras Companheiras da Associação das Antigas Guias, que amavelmente corresponderam ao nosso convite.

O Presidente do Conselho Nacional, Cte Homem Gouveia abriu a sessão, proferindo uma breve alocução onde realçou que a FAEP está presente e atenta aos desafios e perigos a que a juventude está sujeita.

O Presidente do Conselho Director historiou a criação da FAEP, referindo-se também aos seus principais pioneiros.