domingo, 13 de maio de 2012

10.º ENCONTRO NACIONAL DE COLECCIONADORES DE OBJECTOS ESCOTISTAS

Pela sua importância associamo-nos aqui à divulgação do 10.º Encontro Nacional de Coleccionadores de Objectos Escotistas, organizado pelo Clube Português de Colecionadores de Objetos Escutistas ( www.cpcoe.org ), que vai realizar-se nos dias 19 e 20 Maio de 2012.

O Encontro será pela 1ª vez realizado em Lisboa, no Museu do Corpo Nacional de Escutas, e com o tema “Pela 10ª vez... a Reunir Colecionadores”.

É uma óptima oportunidade para visitar o Museu e ver também as coleções privadas de colecionadores que ao longo dos anos vão preservando a história do escotismo, nacional e mundial, através das suas coleções.

Está toda a gente desde já convidada a visitar a Exposição, e se alguém estiver interessado em participar também como expositor ou pretender mais informações, pode contactar a equipa organizadora, através do email cpcoe.encontro.nacional2012@gmail.com


É uma boa oportunidade para trocas e convívio.

SE PUDERES, NÃO FALTES!

sábado, 31 de março de 2012

CONSELHO NACIONAL APROVA NOVOS ESTATUTOS

Teve lugar no dia 24 de Março, na Sede Nacional, em reunião ordinária, o Conselho Nacional da Fraternal.

No período antes da Ordem de Trabalhos, o nosso companheiro Artur Grilo, em representação da Chefia Nacional, dirigiu algumas palavras de incitamento aos presentes, enaltecendo também, o trabalho em parceria levado a cabo no último ano, pelas duas associações.

O periodo da Ordem de Trabalhos iniciou-se com a apresentação do Relatório e Contas do exercício de 2011, que foi aprovado por unanimidade.

Seguiu-se a apresentação, discussão e voação das restantes propostas apresentadas pelo Conselho Director, todas aprovadas sem votos contra.

Ponto importante da reúnião, foi a aprovação dos novos Estatutos da Fraternal, que entre outras, contém a alteração da denominação. Encerra-se assim um ciclo de 62 anos da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal, assumindo a Fraternal Escotista de Portugal como seu, todo o passado histórico daquela, e inicia-se um novo período que se deseja mais influente junto da sociedade e dos jovens.

Indicam os cinco primeiros artigos dos novos Estatutos, relativos à Natureza e Fins da Fraternal:

Artigo 1.º - Definição
A Fraternal Escotista de Portugal, abreviadamente FRATERNAL, é uma organização para adultos, civil, de carácter educativo e social, aberta a todos, sem distinção de género, origem, etnia ou credo, de livre adesão, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, destinada ao desenvolvimento permanente dos seus membros e à divulgação do Escotismo.

Artigo 2.º - Proveniência
A FRATERNAL dá continuidade à acção da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal [FAEP], associação criada a onze de Março de mil novecentos e cinquenta, como um departamento da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), com o objectivo de congregar os antigos Escoteiros dessa Associação, assumindo como seu, todo o passado histórico daquela.

Artigo 3.º - Finalidade
1. A FRATERNAL tem por finalidade agregar antigos Escoteiros com vontade de continuar a viver o espírito Escotista, assim como outros adultos que se identifiquem com os princípios e valores do movimento estabelecido por Baden-Powell;
2. A FRATERNAL tem por missão promover, apoiar e agir junto dos seus membros, encorajando-os a conservar sempre bem vivo o espírito do Compromisso de Honra e da Lei do Escoteiro e, num processo de contínuo desenvolvimento pessoal, ajudá-los a transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-as e à sociedade em geral:
a. Na divulgação e apoio activo ao Escotismo, em especial à Associação dos Escoteiros de Portugal;
b. Na promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania;
c. Na educação ambiental e protecção da natureza e dos cidadãos;
d. No estímulo ao empreendedorismo, criatividade e inovação;
e. Na cultura, desporto e lazer;
f. Na integração social, desenvolvimento comunitário e cooperação para o desenvolvimento ao nível internacional.


Artigo 4.º - Independência
A FRATERNAL afirma a sua neutralidade partidária e religiosa, aceitando e respeitando as convicções individuais dos seus associados, a quem são vedadas, no entanto, quaisquer manifestações de proselitismo no seu seio.

Artigo 5.º - Interacção Mundial e Nacional
1. A FRATERNAL é membro fundador da International Scout and Guide Fellowship [ISGF] / Amitié Internationale Scout et Guide [AISG], na qual participa nos termos destes Estatutos e no respeito pela Constituição daquela entidade;
2. A FRATERNAL é, também, membro fundador do Comité de Amizade dos Antigos Escoteiros e Guias [AEG] na qual participa nos termos destes Estatutos e de acordo com o Regimento de funcionamento daquela entidade;
3. A FRATERNAL pode, nos termos dos presentes Estatutos, filiar-se, cooperar ou estabelecer parcerias com organizações nacionais e internacionais, cujo objecto, finalidade e actividade sejam compatíveis com os princípios do movimento Escotista e as finalidades associativas determinadas nestes Estatutos;
4. A FRATERNAL procurará manter com as outras organizações em geral e com a AEP em especial, a todos os níveis e por intermédio dos respectivos órgãos, as mais cordiais, fraternais e permanentes relações.



Neste Conselho foi também eleita, por escrutinio secreto, sem votos contra, a lista única candidata aos Órgãos Nacionais, que anteriormente foi divulgada neste blog.

sábado, 10 de março de 2012

PROGRAMA DE ACÇÃO

Conforme é estipulado pelo Regulamento da Fraternal, foi apresentado pelo candidato a Presidente do Conselho Director, o Programa de Acção proposto para o triénio, que se divulga:

Caros Companheiros

Numa breve análise do triénio que acaba de terminar, observando o que de melhor e pior ele nos proporcionou chega-se à conclusão que, não obstante uma aplicação esforçada do Conselho Director, os resultados ficaram muito aquém do desejável.

Não fomos ainda capazes de encontrar a fórmula para garantir o desejado crescimento, a participação dos associados, o entrosamento com os grupos da AEP e uma intervenção social visível e actuante.

Propusemo-nos encetar a tarefa de modernizar e fortalecer a FAEP estabelecendo uma diferença conceptual, considerando que se torna necessário que sejamos uma associação comprometida com a educação dos jovens, ensinando-os a amar a natureza, a serem solidários e tolerantes, e também comprometida com a sociedade em geral.

Defendemos viver e testemunhar os valores do Escotismo, ou seja passar a vida percorrendo o caminho em direcção à felicidade, alicerçada nos valores universais expressos na Promessa e na Lei.

Cremos que, mais na idade adulta, o ser fiel à Promessa, a lealdade, o amor pela natureza, a fraternidade universal, o serviço aos outros, são as palavras-chave para todos os adultos que se querem tornar úteis à sociedade e com os quais se pode contar.

É na idade adulta que a nossa personalidade atinge o auge das nossas capacidades intelectuais, emocionais e de relação com os outros. Por isso, é o momento em que podemos mais eficazmente testemunhar os valores do Escotismo, assumindo as nossas próprias responsabilidades nas comunidades onde vivemos.

Hoje, face aos desafios da modernidade, o método Escotista é ainda uma referência válida para aqueles que querem desempenhar o seu papel e viver a experiência da aventura da vida dando-lhe um sentido e uma direcção certas.

Em alguns aspectos, a globalização e as comunicações mais fáceis ajudam a viver mais facilmente a dimensão da fraternidade mundial e a construção dum mundo melhor do que aquele que encontrámos.

Viver hoje os valores Escotistas, é ter a coragem de assumir as mais altas responsabilidades, procurar as melhores soluções sem nos deixarmos desencorajar pelas dificuldades, mas estarmos SEMPRE PRONTOS a fazer o melhor em todas as situações, para nos tornarmos úteis.

O amor pela aventura - que é uma característica escotista - deve levar-nos a envolver os nossos recursos para que as mudanças no seio da sociedade sejam direccionadas – segundo os Princípios da ISGF – para a defesa da vida, da protecção dos direitos fundamentais, da construção da paz, da defesa dos mais fracos, da preservação e da expansão das áreas da educação e da liberdade.

Consideramos que os nossos membros devem ser incitados a testemunhar os valores em que crêem, de modo a que o seu exemplo possa ser útil às novas gerações. É talvez a função principal da “maioridade”, que deve ser plenamente cumprida e interpretada de modo a que ela possa tornar-se presente, incitar à mudança e ao serviço comunitário.

A ajuda ao Escotismo da AEP tem sido sempre um dos objectivos mais importantes na Fraternal. É justamente para assegurar este objectivo que é do interesse de todos que importa ter uma Fraternal forte.

O apoio ao Movimento da AEP poderá ter lugar a três níveis:
A nível local, no Grupo Escoteiro, e com maior assistencia se ele tiver a seu lado um Núcleo Local [Guilda] da Fraternal.
Para ajudar os Chefes em serviço activo no grupo, os membros da Fraternal podem ajudá-los em algumas tarefas práticas, de modo a permitir disponibilizar aos Chefes mais tempo, podem fornecer a mão-de-obra para os campos de verão, para os acontecimentos especiais, etc.

A nivel regional e nacional, a presença dos membros da Fraternal será útil para sublinhar, perante as autoridades e a opinião pública, que o Escotismo não é somente uma organização para crianças e jovens, mas que ele deve ser também um empenho/obrigação dos adultos na sociedade. Além disso, em colaboração com a AEP, os membros podem contribuir, graças às suas competências, em alguns acontecimentos, como acampamentos nacionais ou conferências e organizar em conjunto iniciativas de cooperação em favor dos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo entendemos dever sublinhar que o recrutamento dos nossos membros deve ter lugar sob formas que não possam constituir, nem sequer indirectamente ou a distância, uma forma de concorrência à gestão dos recursos adultos da AEP.

Rui Horácio Macedo

PROGRAMA PARA 20012 / 2014
Considerando as necessidades sentidas nos últimos anos, e continuando na linha de actuação proposta para o triénio anterior, ou seja prosseguindo o caminho da transformação da Fraternal numa associação de escoteiros adultos, propomos o seguinte Plano de Acção, baseado em quatro áreas fundamentais:


Visibilidade e Comunicação
- Assegurar a continuidade e melhoria do Boletim – O COMPANHEIRO;
- Incentivar os membros a usar o emblema [da Fellowship] e os uniformes;
- Criar um novo site, manter mais dinâmico o blog www.faep.blogspot.com e melhorar com informação mais permanente a conta no facebook;
- Promover informação sobre o Escotismo Adulto;
- Incrementar as relações institucionais (entre associações congéneres);
- Promover acções de formação informal.
- Celebrar o 60.º aniversário da ISGF [2013];
- Criar uma equipa de actividades.
Cooperação
- Apoiar a AEP, nomeadamente:
. Na contribuição para a elaboração de um acervo histórico, que venha a permitir fazer a história dos Escoteiros de Portugal;
. Na criação de um Museu virtual;
. Na ajuda às actividades nacionais e regionais;
. Na colaboração das actividades do centenário do Escotismo em Portugal;
- Estabelecer projectos de parcerias;
- Incentivar actividades sociais, convidando os pais a nelas participar.
Modernização
- Rever o Regulamento Geral;
- Organizar o arquivo e promover melhoramentos e limpeza da sede nacional;
- Criar uma base de dados informática.
Sustentabilidade
- Promover a angariação de donativos e o equilíbrio financeiro;
- Promover a entrada de novos membros;
- Criar novos Núcleos Locais [Guildas]

Lista candidata aos órgãos sociais da FAEP

Até ao momento apenas é conhecida uma lista candidata aos órgãos sociais da FAEP para o próximo triénio - 2012 /14 - e com a seguinte composição:

Mesa do Conselho Nacional
Pedro Jorge Maurício Jacobetty Vieira - Presidente
Feliciano Domingues Garcia Parra - Vice-Presidente
Afonso Mariano P. Inglês - Secretário

Conselho Director
Rui Horácio Filipe de Macedo - Presidente
João Constantino - Vice-Presidente
Mariano Garcia Inácio - Secretário
Victor Manuel Pereira Santos
Sara Maria Milreu C. de Almeida Rocha - Secretária das Relações Internacionais

Conselho Fiscal e Jurisdicional
Ricardo José Daniel Coimbra - Presidente
João Paulo Alves Constantino - Vice-Presidente
Cátia Sofia Guedes Santos Romão - Secretária Relator

CONSELHO NACIONAL


O Conselho Nacional da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal está marcado para o dia 24 de Março de 2012, pelas 11.00 horas, na Sede Nacional, na Rua de S. Paulo, 254, 1.º andar, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Relatório de Actividades e Contas de 2011
a) Apresentação pelo Conselho Director;
b) Apresentação pelas Delegações/Núcleo (Guimarães, Porto e Setúbal);
c) Deliberação sobre o Relatório de Actividades e Contas de 2011.

2. Deliberação sobre as propostas do Conselho Director:
a) Alteração dos Estatutos;
b) Alteração ao art.º 078 do Regulamento Geral;
c) Alteração da estrutura associativa e distribuição das quotizações dos Núcleos.

3. Eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2012 / 2014

4. Plano de Actividades e Orçamento para 2012
a) Apresentação pelo Conselho Director;
b) Apresentação pelas Delegações/Núcleos (Guimarães, Porto e Setúbal);
c) Deliberação sobre o Plano de Actividades e Orçamento para 2012.

domingo, 22 de janeiro de 2012

BADEN-POWELL E OS ADULTOS NO MOVIMENTO (*)


Certamente que Baden-Powell não pensava que o Movimento Escotista se destinava apenas aos jovens.

Relembrando os seus slogans mais conhecidos “Uma vez Escoteiro, sempre Escoteiro” ou “O Escotismo é para pessoas dos 8 aos 80 anos” e muitos dos seus escritos, podemos aperceber-nos de que os princípios e valores do Escotismo, incluindo os famosos “4 pontos” do método Escotista (**), mantêm a sua validade e significado na vida adulta.

Na realidade, no início, ele concebeu o seu método no livro com o título Aids to Scouting, for N.C.O. and Men, destinado aos batedores (scouts) militares, ou seja adultos; e só mais tarde descobriu que este método também podia ser utilizado com os jovens.

Baden-Powell escreveu diversas páginas sobre o papel dos Escoteiros e Guias adultos na sociedade:

Janeiro de 1937: "Em quase todos os países existem não centenas mas milhares de antigos Escoteiros e Guias na população que cresceram a aprender a ser cidadãos leais e úteis e a ser amigos e companheiros dos seus irmão e irmãs Escoteiros e Guias de outras nações. Esta fraternidade alargada constitui um vasto e fértil campo de possibilidades. O medo parece dominar o mundo nos nossos tempos – nada temam senão a possibilidade de que outra grande guerra caia sobre nós. No entanto, se em vez de apregoar, todas as nações pusessem em prática a chave dos preceitos cristãos, por outras palavras, se o amor tomasse o lugar do medo nas suas relações com os países vizinhos, então a paz e a felicidade reinariam para todos.
Na nossa fraternidade de antigos Escoteiros em todos os países já dispomos do núcleo desta forma de estar. Se esta fraternidade se organizasse, nos Movimentos Escotista e Guidista, com o seu número crescente de membros, poderia tornar-se mais do que um simples núcleo, tornar-se-ia uma liga mundial de pessoas dotadas de mentes sãs e estáveis, com capacidade para resolver os problemas e dificuldades através de soluções amigáveis em vez de se virarem irracionalmente para as armas ou de se envolver em discussões políticas".


Julho de 1937: "Muitos milhões dos que foram Escoteiros e Guias na sua juventude formam nos diferentes países um fermento de homens e mulheres que ultrapassam as divergências insignificantes e as ofensas antigas, para contemplar um futuro de felicidade e prosperidade para todos através da amizade mútua e de sentimentos de fraternidade. Temos aqui o embrião de um exército ou força de intervenção para a paz, perante o qual os exércitos da guerra serão forçados a render-se, mais tarde ou mais cedo".

A ISGF está a tentar constituir o núcleo da “liga mundial de povos” e o “fermento de homens e mulheres nos diferentes países”, inspirados nos ideais que B-P sonhou há vários anos.

Ao aderir à ISGF, um adulto que acredita no Escotismo/Guidismo não se contenta apenas em viver de acordo com os ideais do Escotismo na sua vida pessoal, pretende também participar na nobre missão de espalhar os ideais Escotistas por todo o mundo.

Todos nos recordamos das últimas palavras da mensagem final de B-P aos Escoteiros, em que ele diz aos jovens: “mantenham-se sempre fiéis ao vosso Compromisso de Honra, mesmo quando deixarem de ser rapazes, e que Deus vos ajude a consegui-lo”.

(*)Tradução do artigo publicado no número especial da revista “Strada Aperte” distribuída aos participantes da 26ª Conferência Mundial da ISGF/AISG.

(**) Ajudar cada jovem a desenvolver-se como individuo autónomo, solidário, responsável e comprometido.
autónomo – capaz de tomar decisões e de gerir a sua própria vida;
solidário – capaz de, activamente, se interessar pelos outros;
responsável – capaz de assumir as consequências das suas decisões, assumir os seus compromissos e levá-los até ao fim;
comprometido – capaz de viver de acordo com os seus valores e defender causa ou ideais que considere importantes.

CONSELHO NACIONAL


A realização do Conselho Nacional da FAEP está prevista para o dia 24 de Março de 2012.

É oportuno lembrar os associados da FAEP que, para além da habitual análise e votação das Contas de Gerência, tratar-se-á de uma Assembleia eleitoral, isto é, haverá lugar à eleição dos novos Corpos Gerentes para o triénio de 2012 – 2014.

O Conselho Nacional irá ocupar-se, ainda, da apreciação e votação da proposta de alteração dos nossos Estatutos, que o Conselho Director apresentou oportunamente à apreciação dos associados.