Aproveitando a sua presença em Guimarães, o presidente e
o secretário da direcção nacional da Fraternal, visitaram na noite do dia 21 de
Julho, a sede do Núcleo da Costa-Guimarães, aproveitando para realizar uma
reunião aberta com a quase totalidade dos companheiros que fazem parte daquele
unidade (ex-delegação), podendo verificar o enorme empenhamento daqueles associados
pelas coisas do Escotismo. Na oportunidade, o presidente da direcção explicou a
remodelação operada na estrutura da nossa Fraternal, agradeceu a dedicação
daqueles companheiros e exortou-os à continuação de um trabalho profícuo em
favor do desenvolvimento do Escotismo Adulto.
sábado, 25 de agosto de 2012
COMPANHEIRISMO
O presidente e o secretário
da Direcção da Fraternal, viajaram até Viseu para visitar na residência onde
está instalado o querido companheiro José Maria Nobre Santos, o mais antigo
escoteiro português e um dos mais prestigiados dirigentes da AEP, que dedicou
toda a sua vida ao Escotismo.
A par da alegria do
encontro, que durou mais de um a hora, lembramos os muitos momentos de trabalho
em conjunto e fizemos com ele uma análise do estado do Movimento actual. Admiramos
a lucidez dos seus 94 anos e pudemos e não deixamos de ouvir-lhe a sua frase
optimista de sempre: “há que continuar a trabalhar e confiar nos que virão a
seguir…”
O Grupo n. 78 (Benfica) comemorou 30 anos ao serviço do Escotismo
Fortes laços
de amizade, colaboração e respeito mútuo ligam a nossa Fraternal com o Grupo
n.º 78, desde a data da sua fundação, em 1982. Por isso e porque admiramos o
trabalho escotista que ali se vai desenvolvendo, que consideramos
verdadeiramente exemplar, foi com prazer que nos dispusemos estar presentes na
Sessão solene do aniversário, que teve lugar no dia 30 de Junho no Auditório
Carlos Paredes da Junta de Freguesia de Benfica.
A Mesa da Sessão
foi presidida pelo Escoteiro-Chefe do Grupo José Ribeiro, tendo à sua direita o
Escoteiro-Chefe Nacional, José Araújo, o Escoteiro-Chefe Regional Adjunto de Lisboa,
Pedro Palrão e o fundador do grupo, o companheiro Fernando Marinho (antigo
Presidente da Fraternal) e à sua esquerda o actual Presidente da Fraternal, companheiro
Rui Macedo, a Sr.ª Dr.º Piedade Líbano Monteiro, Presidente da Associação
Portuguesa de Síndrome de Asperger e o Companheiro Virgílio Morais, antigo escoteiro,
a colaborar como Instrutor do Grupo.
Durante a
sessão solene as intervenções dos oradores foram intervaladas com agradáveis números
de mímica e dança e canções, apresentados
pelos escoteiros e alunos de uma escola convidada.
Duas notas a assinalar com simpatia:
- A parceria
que o “78” tem com a Associação Portuguesa do Síndrome de Asperger, que é, uma
Instituição Particular de Solidariedade Social, nascida em Novembro de 2007,
por vontade de um grupo de pais, visando enfrentar as consequências daquela
doença e contribuir para a construção de uma sociedade integrante da diferença,
em que as pessoas com síndroma de Asperger tenham igualdade de oportunidades e
se sintam aceites, respeitadas e realizadas. Evidenciando a preparação dos seus
dirigentes, o “78” contribui efectivamente para este objectivo;
- A
demonstração de simpatia para com a Fraternal e o desejo expresso da criação de
um Núcleo agregado ao Grupo.
Terminada a
Sessão Solene, todos os escoteiros seguiram, em agradável e colorido desfile,
com bandeiras, pelas ruas de Benfica até à Sede do Grupo, o que despertou a
simpatia de muitas dezenas de moradores.
Na Sede teve
lugar uma agradável festa escotista, com a presença de muitos familiares e am
igos convidados, que durou até ao início da noite.
Parabéns ao 78
e à sua chefia pelo trabalho que vem realizando.
domingo, 13 de maio de 2012
Formação de adultos: uma necessidade crescente nos nossos dias
Do pequeno caderno "Stade Aperte" distribuido aos
participantes na 26.ª Conferência Mundial da ISGF/AISG, reproduzimos aqui, a primeira parte de mais um tema: Formação de Adultos, uma necessidade crescente nos nossos dias.
O terceiro milénio trouxe-nos um cenário completamente novo, com
desafios novos e antigos que se colocam aos homens e mulheres do nosso tempo,
instando-os a ultrapassar fronteiras que se constituem como verdadeiros
desafios à civilização.
Quando pensamos em algumas destas novas fronteiras, facilmente se
compreendem os tipos de dificuldades e tarefas que toda a Humanidade é chamada
a desenvolver:
- A massiva onda migratória do sul para o norte
- O desenvolvimento por todo o mundo de
novas formas de terrorismo, crime organizado, crises económicas e
financeiras, problemas ao nível das fontes energéticas, alterações
climáticas
- As inúmeras zonas latentes de guerra ainda
existentes
- O número crescente de pessoas que vivem
abaixo do limiar de pobreza ou subsistência
- A crise, especialmente no mundo ocidental,
das instituições que sempre foram consideradas como a espinha dorsal da
sociedade humana, como a família, o estado social, etc.
- A nova visão relativamente à idade adulta, que deixou de ser considerada como um ponto de chegada comum a todos, para passar a ser encarada como uma fase subjectiva, que deve ser continuamente construída a partir da adolescência e até ao fim da vida.
Em face destes enormes desafios, os homens e mulheres dos nossos dias
parecem fragilizados, frequentemente incapazes de assumir as necessárias
responsabilidades e enfrentar adequadamente os problemas. Na realidade existe
até a percepção de que uma esperança média de vida mais longa não é contrabalançada
por um maior desenvolvimento psicológico ou maturidade.
Assistimos actualmente a uma necessidade crescente de adultos dos dias
de hoje, uma clara necessidade de encontrar locais e oportunidades onde eles se
possam encontrar e desenvolver em conjunto, de modo partilhado, novas
possibilidades de expressão das suas aspirações e desejos na idade adulta.
Trata-se de uma espécie de formação em que o adulto se envolve de forma
voluntária quando quer desenvolver as suas capacidades pessoais ou gostos, sem
pretender aumentar directamente as suas competências profissionais. Nesta
esfera, o principal objectivo do adulto é o seu desenvolvimento integral de
modo a melhorar cada vez mais a sua qualidade de vida e posicionamento social.
10.º ENCONTRO NACIONAL DE COLECCIONADORES DE OBJECTOS ESCOTISTAS
Pela sua importância associamo-nos aqui à divulgação do 10.º Encontro Nacional de Coleccionadores de Objectos Escotistas, organizado pelo Clube Português de Colecionadores de Objetos Escutistas ( www.cpcoe.org ), que vai realizar-se nos dias 19 e 20 Maio de 2012.
O Encontro será pela 1ª vez realizado em Lisboa, no Museu do Corpo Nacional de Escutas, e com o tema “Pela 10ª vez... a Reunir Colecionadores”.
É uma óptima oportunidade para visitar o Museu e ver também as coleções privadas de colecionadores que ao longo dos anos vão preservando a história do escotismo, nacional e mundial, através das suas coleções.
Está toda a gente desde já convidada a visitar a Exposição, e se alguém estiver interessado em participar também como expositor ou pretender mais informações, pode contactar a equipa organizadora, através do email cpcoe.encontro.nacional2012@gmail.com
É uma boa oportunidade para trocas e convívio.
SE PUDERES, NÃO FALTES!
O Encontro será pela 1ª vez realizado em Lisboa, no Museu do Corpo Nacional de Escutas, e com o tema “Pela 10ª vez... a Reunir Colecionadores”.
É uma óptima oportunidade para visitar o Museu e ver também as coleções privadas de colecionadores que ao longo dos anos vão preservando a história do escotismo, nacional e mundial, através das suas coleções.
Está toda a gente desde já convidada a visitar a Exposição, e se alguém estiver interessado em participar também como expositor ou pretender mais informações, pode contactar a equipa organizadora, através do email cpcoe.encontro.nacional2012@gmail.com
SE PUDERES, NÃO FALTES!
sábado, 31 de março de 2012
CONSELHO NACIONAL APROVA NOVOS ESTATUTOS
O periodo da Ordem de Trabalhos iniciou-se com a apresentação do Relatório e Contas do exercício de 2011, que foi aprovado por unanimidade.
Seguiu-se a apresentação, discussão e voação das restantes propostas apresentadas pelo Conselho Director, todas aprovadas sem votos contra.
Ponto importante da reúnião, foi a aprovação dos novos Estatutos da Fraternal, que entre outras, contém a alteração da denominação. Encerra-se assim um ciclo de 62 anos da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal, assumindo a Fraternal Escotista de Portugal como seu, todo o passado histórico daquela, e inicia-se um novo período que se deseja mais influente junto da sociedade e dos jovens.
Indicam os cinco primeiros artigos dos novos Estatutos, relativos à Natureza e Fins da Fraternal:
Artigo 1.º - Definição
A Fraternal Escotista de Portugal, abreviadamente FRATERNAL, é uma organização para adultos, civil, de carácter educativo e social, aberta a todos, sem distinção de género, origem, etnia ou credo, de livre adesão, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, destinada ao desenvolvimento permanente dos seus membros e à divulgação do Escotismo.
Artigo 2.º - Proveniência
A FRATERNAL dá continuidade à acção da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal [FAEP], associação criada a onze de Março de mil novecentos e cinquenta, como um departamento da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), com o objectivo de congregar os antigos Escoteiros dessa Associação, assumindo como seu, todo o passado histórico daquela.
Artigo 3.º - Finalidade
1. A FRATERNAL tem por finalidade agregar antigos Escoteiros com vontade de continuar a viver o espírito Escotista, assim como outros adultos que se identifiquem com os princípios e valores do movimento estabelecido por Baden-Powell;
2. A FRATERNAL tem por missão promover, apoiar e agir junto dos seus membros, encorajando-os a conservar sempre bem vivo o espírito do Compromisso de Honra e da Lei do Escoteiro e, num processo de contínuo desenvolvimento pessoal, ajudá-los a transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-as e à sociedade em geral:
a. Na divulgação e apoio activo ao Escotismo, em especial à Associação dos Escoteiros de Portugal;
b. Na promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania;
c. Na educação ambiental e protecção da natureza e dos cidadãos;
d. No estímulo ao empreendedorismo, criatividade e inovação;
e. Na cultura, desporto e lazer;
f. Na integração social, desenvolvimento comunitário e cooperação para o desenvolvimento ao nível internacional.
Artigo 4.º - Independência
A FRATERNAL afirma a sua neutralidade partidária e religiosa, aceitando e respeitando as convicções individuais dos seus associados, a quem são vedadas, no entanto, quaisquer manifestações de proselitismo no seu seio.
Artigo 5.º - Interacção Mundial e Nacional
1. A FRATERNAL é membro fundador da International Scout and Guide Fellowship [ISGF] / Amitié Internationale Scout et Guide [AISG], na qual participa nos termos destes Estatutos e no respeito pela Constituição daquela entidade;
2. A FRATERNAL é, também, membro fundador do Comité de Amizade dos Antigos Escoteiros e Guias [AEG] na qual participa nos termos destes Estatutos e de acordo com o Regimento de funcionamento daquela entidade;
3. A FRATERNAL pode, nos termos dos presentes Estatutos, filiar-se, cooperar ou estabelecer parcerias com organizações nacionais e internacionais, cujo objecto, finalidade e actividade sejam compatíveis com os princípios do movimento Escotista e as finalidades associativas determinadas nestes Estatutos;
4. A FRATERNAL procurará manter com as outras organizações em geral e com a AEP em especial, a todos os níveis e por intermédio dos respectivos órgãos, as mais cordiais, fraternais e permanentes relações.
Neste Conselho foi também eleita, por escrutinio secreto, sem votos contra, a lista única candidata aos Órgãos Nacionais, que anteriormente foi divulgada neste blog.
sábado, 10 de março de 2012
PROGRAMA DE ACÇÃO
Conforme é estipulado pelo Regulamento da Fraternal, foi apresentado pelo candidato a Presidente do Conselho Director, o Programa de Acção proposto para o triénio, que se divulga:
Caros Companheiros
Numa breve análise do triénio que acaba de terminar, observando o que de melhor e pior ele nos proporcionou chega-se à conclusão que, não obstante uma aplicação esforçada do Conselho Director, os resultados ficaram muito aquém do desejável.
Não fomos ainda capazes de encontrar a fórmula para garantir o desejado crescimento, a participação dos associados, o entrosamento com os grupos da AEP e uma intervenção social visível e actuante.
Propusemo-nos encetar a tarefa de modernizar e fortalecer a FAEP estabelecendo uma diferença conceptual, considerando que se torna necessário que sejamos uma associação comprometida com a educação dos jovens, ensinando-os a amar a natureza, a serem solidários e tolerantes, e também comprometida com a sociedade em geral.
Defendemos viver e testemunhar os valores do Escotismo, ou seja passar a vida percorrendo o caminho em direcção à felicidade, alicerçada nos valores universais expressos na Promessa e na Lei.
Cremos que, mais na idade adulta, o ser fiel à Promessa, a lealdade, o amor pela natureza, a fraternidade universal, o serviço aos outros, são as palavras-chave para todos os adultos que se querem tornar úteis à sociedade e com os quais se pode contar.
É na idade adulta que a nossa personalidade atinge o auge das nossas capacidades intelectuais, emocionais e de relação com os outros. Por isso, é o momento em que podemos mais eficazmente testemunhar os valores do Escotismo, assumindo as nossas próprias responsabilidades nas comunidades onde vivemos.
Hoje, face aos desafios da modernidade, o método Escotista é ainda uma referência válida para aqueles que querem desempenhar o seu papel e viver a experiência da aventura da vida dando-lhe um sentido e uma direcção certas.
Em alguns aspectos, a globalização e as comunicações mais fáceis ajudam a viver mais facilmente a dimensão da fraternidade mundial e a construção dum mundo melhor do que aquele que encontrámos.
Viver hoje os valores Escotistas, é ter a coragem de assumir as mais altas responsabilidades, procurar as melhores soluções sem nos deixarmos desencorajar pelas dificuldades, mas estarmos SEMPRE PRONTOS a fazer o melhor em todas as situações, para nos tornarmos úteis.
O amor pela aventura - que é uma característica escotista - deve levar-nos a envolver os nossos recursos para que as mudanças no seio da sociedade sejam direccionadas – segundo os Princípios da ISGF – para a defesa da vida, da protecção dos direitos fundamentais, da construção da paz, da defesa dos mais fracos, da preservação e da expansão das áreas da educação e da liberdade.
Consideramos que os nossos membros devem ser incitados a testemunhar os valores em que crêem, de modo a que o seu exemplo possa ser útil às novas gerações. É talvez a função principal da “maioridade”, que deve ser plenamente cumprida e interpretada de modo a que ela possa tornar-se presente, incitar à mudança e ao serviço comunitário.
A ajuda ao Escotismo da AEP tem sido sempre um dos objectivos mais importantes na Fraternal. É justamente para assegurar este objectivo que é do interesse de todos que importa ter uma Fraternal forte.
O apoio ao Movimento da AEP poderá ter lugar a três níveis:
A nível local, no Grupo Escoteiro, e com maior assistencia se ele tiver a seu lado um Núcleo Local [Guilda] da Fraternal.
Para ajudar os Chefes em serviço activo no grupo, os membros da Fraternal podem ajudá-los em algumas tarefas práticas, de modo a permitir disponibilizar aos Chefes mais tempo, podem fornecer a mão-de-obra para os campos de verão, para os acontecimentos especiais, etc.
A nivel regional e nacional, a presença dos membros da Fraternal será útil para sublinhar, perante as autoridades e a opinião pública, que o Escotismo não é somente uma organização para crianças e jovens, mas que ele deve ser também um empenho/obrigação dos adultos na sociedade. Além disso, em colaboração com a AEP, os membros podem contribuir, graças às suas competências, em alguns acontecimentos, como acampamentos nacionais ou conferências e organizar em conjunto iniciativas de cooperação em favor dos países em desenvolvimento.
Ao mesmo tempo entendemos dever sublinhar que o recrutamento dos nossos membros deve ter lugar sob formas que não possam constituir, nem sequer indirectamente ou a distância, uma forma de concorrência à gestão dos recursos adultos da AEP.
Rui Horácio Macedo
PROGRAMA PARA 20012 / 2014
Considerando as necessidades sentidas nos últimos anos, e continuando na linha de actuação proposta para o triénio anterior, ou seja prosseguindo o caminho da transformação da Fraternal numa associação de escoteiros adultos, propomos o seguinte Plano de Acção, baseado em quatro áreas fundamentais:
Visibilidade e Comunicação
- Assegurar a continuidade e melhoria do Boletim – O COMPANHEIRO;
- Incentivar os membros a usar o emblema [da Fellowship] e os uniformes;
- Criar um novo site, manter mais dinâmico o blog www.faep.blogspot.com e melhorar com informação mais permanente a conta no facebook;
- Promover informação sobre o Escotismo Adulto;
- Incrementar as relações institucionais (entre associações congéneres);
- Promover acções de formação informal.
- Celebrar o 60.º aniversário da ISGF [2013];
- Criar uma equipa de actividades.
Cooperação
- Apoiar a AEP, nomeadamente:
. Na contribuição para a elaboração de um acervo histórico, que venha a permitir fazer a história dos Escoteiros de Portugal;
. Na criação de um Museu virtual;
. Na ajuda às actividades nacionais e regionais;
. Na colaboração das actividades do centenário do Escotismo em Portugal;
- Estabelecer projectos de parcerias;
- Incentivar actividades sociais, convidando os pais a nelas participar.
Modernização
- Rever o Regulamento Geral;
- Organizar o arquivo e promover melhoramentos e limpeza da sede nacional;
- Criar uma base de dados informática.
Sustentabilidade
- Promover a angariação de donativos e o equilíbrio financeiro;
- Promover a entrada de novos membros;
- Criar novos Núcleos Locais [Guildas]
Caros Companheiros
Numa breve análise do triénio que acaba de terminar, observando o que de melhor e pior ele nos proporcionou chega-se à conclusão que, não obstante uma aplicação esforçada do Conselho Director, os resultados ficaram muito aquém do desejável.
Não fomos ainda capazes de encontrar a fórmula para garantir o desejado crescimento, a participação dos associados, o entrosamento com os grupos da AEP e uma intervenção social visível e actuante.
Propusemo-nos encetar a tarefa de modernizar e fortalecer a FAEP estabelecendo uma diferença conceptual, considerando que se torna necessário que sejamos uma associação comprometida com a educação dos jovens, ensinando-os a amar a natureza, a serem solidários e tolerantes, e também comprometida com a sociedade em geral.
Defendemos viver e testemunhar os valores do Escotismo, ou seja passar a vida percorrendo o caminho em direcção à felicidade, alicerçada nos valores universais expressos na Promessa e na Lei.
Cremos que, mais na idade adulta, o ser fiel à Promessa, a lealdade, o amor pela natureza, a fraternidade universal, o serviço aos outros, são as palavras-chave para todos os adultos que se querem tornar úteis à sociedade e com os quais se pode contar.
É na idade adulta que a nossa personalidade atinge o auge das nossas capacidades intelectuais, emocionais e de relação com os outros. Por isso, é o momento em que podemos mais eficazmente testemunhar os valores do Escotismo, assumindo as nossas próprias responsabilidades nas comunidades onde vivemos.
Hoje, face aos desafios da modernidade, o método Escotista é ainda uma referência válida para aqueles que querem desempenhar o seu papel e viver a experiência da aventura da vida dando-lhe um sentido e uma direcção certas.
Em alguns aspectos, a globalização e as comunicações mais fáceis ajudam a viver mais facilmente a dimensão da fraternidade mundial e a construção dum mundo melhor do que aquele que encontrámos.
Viver hoje os valores Escotistas, é ter a coragem de assumir as mais altas responsabilidades, procurar as melhores soluções sem nos deixarmos desencorajar pelas dificuldades, mas estarmos SEMPRE PRONTOS a fazer o melhor em todas as situações, para nos tornarmos úteis.
O amor pela aventura - que é uma característica escotista - deve levar-nos a envolver os nossos recursos para que as mudanças no seio da sociedade sejam direccionadas – segundo os Princípios da ISGF – para a defesa da vida, da protecção dos direitos fundamentais, da construção da paz, da defesa dos mais fracos, da preservação e da expansão das áreas da educação e da liberdade.
Consideramos que os nossos membros devem ser incitados a testemunhar os valores em que crêem, de modo a que o seu exemplo possa ser útil às novas gerações. É talvez a função principal da “maioridade”, que deve ser plenamente cumprida e interpretada de modo a que ela possa tornar-se presente, incitar à mudança e ao serviço comunitário.
A ajuda ao Escotismo da AEP tem sido sempre um dos objectivos mais importantes na Fraternal. É justamente para assegurar este objectivo que é do interesse de todos que importa ter uma Fraternal forte.
O apoio ao Movimento da AEP poderá ter lugar a três níveis:
A nível local, no Grupo Escoteiro, e com maior assistencia se ele tiver a seu lado um Núcleo Local [Guilda] da Fraternal.
Para ajudar os Chefes em serviço activo no grupo, os membros da Fraternal podem ajudá-los em algumas tarefas práticas, de modo a permitir disponibilizar aos Chefes mais tempo, podem fornecer a mão-de-obra para os campos de verão, para os acontecimentos especiais, etc.
A nivel regional e nacional, a presença dos membros da Fraternal será útil para sublinhar, perante as autoridades e a opinião pública, que o Escotismo não é somente uma organização para crianças e jovens, mas que ele deve ser também um empenho/obrigação dos adultos na sociedade. Além disso, em colaboração com a AEP, os membros podem contribuir, graças às suas competências, em alguns acontecimentos, como acampamentos nacionais ou conferências e organizar em conjunto iniciativas de cooperação em favor dos países em desenvolvimento.
Ao mesmo tempo entendemos dever sublinhar que o recrutamento dos nossos membros deve ter lugar sob formas que não possam constituir, nem sequer indirectamente ou a distância, uma forma de concorrência à gestão dos recursos adultos da AEP.
Rui Horácio Macedo
PROGRAMA PARA 20012 / 2014
Considerando as necessidades sentidas nos últimos anos, e continuando na linha de actuação proposta para o triénio anterior, ou seja prosseguindo o caminho da transformação da Fraternal numa associação de escoteiros adultos, propomos o seguinte Plano de Acção, baseado em quatro áreas fundamentais:
Visibilidade e Comunicação
- Assegurar a continuidade e melhoria do Boletim – O COMPANHEIRO;
- Incentivar os membros a usar o emblema [da Fellowship] e os uniformes;
- Criar um novo site, manter mais dinâmico o blog www.faep.blogspot.com e melhorar com informação mais permanente a conta no facebook;
- Promover informação sobre o Escotismo Adulto;
- Incrementar as relações institucionais (entre associações congéneres);
- Promover acções de formação informal.
- Celebrar o 60.º aniversário da ISGF [2013];
- Criar uma equipa de actividades.
Cooperação
- Apoiar a AEP, nomeadamente:
. Na contribuição para a elaboração de um acervo histórico, que venha a permitir fazer a história dos Escoteiros de Portugal;
. Na criação de um Museu virtual;
. Na ajuda às actividades nacionais e regionais;
. Na colaboração das actividades do centenário do Escotismo em Portugal;
- Estabelecer projectos de parcerias;
- Incentivar actividades sociais, convidando os pais a nelas participar.
Modernização
- Rever o Regulamento Geral;
- Organizar o arquivo e promover melhoramentos e limpeza da sede nacional;
- Criar uma base de dados informática.
Sustentabilidade
- Promover a angariação de donativos e o equilíbrio financeiro;
- Promover a entrada de novos membros;
- Criar novos Núcleos Locais [Guildas]
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