quinta-feira, 18 de abril de 2013

CONFERÊNCIA NACIONAL DA FRATERNAL

A Mesa da Conferência Nacional, com as presenças do seu Presidente, Pedro Jorge Maurício Jacobetty Vieira, do Vice-Presidente, Feliciano Domingues Garcia Parra, e do Secretário, Afonso Mariano Inglês

Decorreu no PNEC, no passado dia 23 de Março a 55.ª Conferência Nacional da Fraternal.

O Relatório e Contas da Direcção referente ao ano de 2012, foi aprovado por unanimidade. 
Foram igualmente aprovadas por unanimidade as duas alterações aos Estatutos propostas pela Direcção:
- O artigo 13.º, n.º 3 ficou com a seguinte redacção: “Os estatutos só poderão ser alterados por deliberação da Conferência Nacional, tomada por maioria de três quartos dos membros presentes, sendo que as propostas de alteração têm de ser distribuídas com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.”;
- Foi eliminado o n.º 4 do artigo 17.º.
Foi também aprovado o novo Regulamento Geral da Fraternal, assim como o Programa de Actividades e o Orçamento para 2013.


Depois dos trabalhos seguiu-se uma apresentação por João Aragão e Pina, autor do livro “Apresentações que Falam Por Si”, dedicada ao tema das apresentações em PowerPoint e sua importância para “contagiar” a audiência. Esta apresentação insere-se nos esforços desenvolvidos pela Fraternal de proporcionar aos Dirigentes da AEP actividades de interesse para estes e que possam ser uma mais-valia nas suas vidas, tendo o convite sido aceite por alguns, especialmente formadores da Escola Nacional de Formação Insígnia de Madeira (ENFIM) da AEP.


Á noite seguiu-se uma animação escotista, na qual o Núcleo de Setúbal apresentou algumas canções incluídas no cancioneiro que está a elaborar.

5º Workshop da Região Europeia


Cinco elementos da Fraternal estiveram presentes no 5.º Workshop da Região Europeia da ISGF, que se realizou de 11 a 15 de Março, em Wandlitz, uma pequena localidade a cerca de 30 quilómetros a norte de Berlim .
Para além de Portugal estiverem presentes representantes da Áustria, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Liechtenstein, Noruega, Polónia, Roménia, Suíça e Reino Unido. 

Nana Gentimi, membro do Comité Mundial da ISGF, foi a primeira oradora, que começou por referir que tinha acabado de vir da reunião do Comité Mundial em Bruxelas e que reportaria ao Comité Mundial as conclusões do workshop.


Apresentou o kit de formação que está a ser desenvolvido pela ISGF, composto por sete volumes, a saber:
1) ISGF – informações sobre a organização, como tornar-se membro, o que fazemos, etc.
2) Lei do Escoteiro/Guia para adultos
3) O Método Escotista/Guidista para adultos
4) Adaptação do livro “velhos pensamentos... novas visões” produzido pela Noruega, onde se compilam várias citações de B.P., com imagens e desenhos sugestivos.
5) Brochura composta em colaboração com a UNHCR sobre o contributo que as associações de Escoteiros Adultos podem dar no trabalho para a paz, com refugiados e outras populações que enfrentam dificuldades
6) Projectos desenvolvidos pelas associações membro
7) Ambiente

Seguiu-se a apresentação de Harald Kesselheim, membro do Comité Europeu responsável pela ligação com o Comité Mundial, que falou das funções dos diferentes elementos que compõem o Comité Mundial, que tem como principal objectivo coordenar e apoiar as actividades das associações nacionais. Explicou que o Comité Mundial é o órgão executivo da ISGF, composto por 8 membros eleitos nas Conferências Mundiais e mais dois elementos nomeados em representação da WOSM e da WAGGGS. 


Olav Balle, membro do Comité Europeu, fez uma apresentação centrada nos objectivos, potencial e problemas da Região Europa, actualmente composta por 4 sub-regiões: Norte e Báltico, Europa Central, Europa Ocidental e Sul da Europa.
Teve ainda lugar uma apresentação pela representante Finlandesa, Doris Stockman, sobre a Conferência Europeia que terá lugar de 4 a 8 de Setembro próximo. 

Leny Doelman, administradora dos conteúdos da página Internet da ISGF, partilhou com os presentes algumas dicas e truques para construírem uma página internet para as suas organizações. Depois de uma apresentação geral seguiram-se trabalhos em grupo que permitiram aos participantes ensaiar em papel o aspecto e os menus que devem ser incluídos. Alguns dos conselhos incluíram a necessidade de ter listas nos menus com um máximo de 8 entradas, que podem posteriormente ser desdobradas; o cuidado a ter com as fotografias que devem ser relevantes e ter um bom enquadramento; a necessidade de usar sempre o mesmo tipo de letra para não “perturbar” a leitura; utilizar uma combinação de cores sóbrias e que facilite a leitura; escrever os artigos de modo curto, conciso e apelativo, não esquecendo de mencionar o que aconteceu, quais os envolvidos, onde, quando, como e porquê. 




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O LIVRO DOS ESCOTEIROS

“Mais que um guia técnico é um guia dos princípios que unem 80 mil escuteiros e escoteiros no activo em Portugal”. Assim descreve a autora, a jornalista Marta Reis, que pretende homenagear o “maior e mais antigo movimento juvenil no país, dado que as duas maiores associações, a Associação dos Escoteiros de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas que completam 100 e 90 anos, respectivamente. É uma homenagem ao espírito de fraternidade, aventura e superação individual que é seguido activamente por cerca de oitenta mil pessoas em Portugal - e perto de 30 milhões no mundo.  
Representantes de diferentes gerações da AEP e do CNE partilham memórias, experiências, aprendizagens e reflexões numa obra que, atravessando a História e registando curiosidades ligadas a este fenómeno universal, capta os valores essenciais do Movimento Escotista, e onde  também se  fala da Fraternal Escotista de Portugal.

CONFERÊNCIA NACIONAL da FRATERNAL

Vai realizar-se no Parque Nacional de Escotismo da Caparica (PNEC), no dia 23 de Março, pelas 10.30 h., com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apreciação (Discussão) e votação do Relatório de Actividades e Contas referente ao ano de 2012.
2. Apresentação, discussão e votação das propostas da Direcção:
a) Alteração aos art.º 13.º n.º 3 e art.º 17.º dos Estatutos, em conformidade com a exigência da Procuradoria-Geral da República;
b) Alteração do Regulamento Geral;
c) Outras.
3. Apreciação (Discussão) e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2013.

MISSÃO DA FRATERNAL

Uma parte da MISSÃO da FRATERNAL consiste em ajudar os seus membros, - através de um processo de contínuo desenvolvimento -, a transmitir o espírito do Compromisso e da Lei de Escoteiro nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-os e à sociedade em geral, na promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania.


O terceiro milénio trouxe-nos um cenário completamente novo, com desafios novos e antigos que se colocam aos homens e mulheres do nosso tempo, instando-os a ultrapassar fronteiras que se constituem como verdadeiros desafios à civilização.

Quando pensamos em algumas dessas novas fronteiras, facilmente se compreendem as dificuldades e os tipos de tarefas que toda a Humanidade é chamada a desenvolver:
1. A massiva onda migratória do sul para o norte;
2. O desenvolvimento por todo o mundo de novas formas de terrorismo, crime organizado, crises económicas e financeiras, problemas ao nível das fontes energéticas, alterações climáticas;
3. As inúmeras zonas latentes de guerra ainda existentes;
4. O número crescente de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza ou em precária subsistência;
5. A crise, especialmente no mundo ocidental, das instituições que sempre foram consideradas como a espinha dorsal da sociedade humana, como a família, o estado social, etc.;
6. A nova visão relativamente à idade adulta, que deixou de ser considerada como um ponto de chegada comum a to-dos, para passar a ser encarada como uma fase subjectiva, que deve ser continuamente construída a partir da adolescência e até ao fim da vida.

Em face destes enormes desafios, os homens e mulheres do nosso tempo parecem fragilizados, frequentemente incapazes de assumir as necessárias responsabilidades e enfrentar adequadamente os problemas. Na realidade existe até a percepção de que uma esperança média de vida mais longa não é contrabalançada por uma maior maturidade ou desenvolvimento psicológico.

Verificamos actualmente que existe um crescente número de jovens adultos com uma clara necessidade de descobrir locais e oportunidades onde eles se possam encontrar e desenvolver em conjunto, de modo participativo, novas possibilidades de expressão das suas aspirações e desejos. Trata-se de uma espécie de formação em que o adulto se envolve, de forma voluntária, quando quer desenvolver as suas capacidades pessoais ou gostos, sem pretender aumentar directamente as suas competências profissionais. Nesta esfera, o principal objectivo do adulto é o seu desenvolvimento integral, de modo a melhorar cada vez mais a sua qualidade de vida e posicionamento social.

A formação (desenvolvimento) de adultos tem três objectivos principais:
1. O desenvolvimento das pessoas e da sua autonomia para compreender, avaliar e escolher a sua vida, como cidadãos, profissionais e agentes de funções sociais;
2. O desenvolvimento da sociedade relativamente ao aspecto cultural, económico e político, tendo em conta a complexidade e a velocidade a que as mudanças se dão nos nossos dias;
3. O desenvolvimento das sociedades nas quais o adulto vive e trabalha (o local de trabalho, a família, as associações a que pertence, etc.).

Estes objectivos devem ser programados de acordo com um método específico que terá, obrigatoriamente, de ser diferente daquele que é seguido na formação dos Escoteiros, à excepção de alguns princípios gerais, uma vez que é necessário ter em conta as especificidades da idade adulta e respeitar integralmente a autonomia das pessoas, quanto aos modos e ritmos de aprendizagem, formas de expressão, interpretação, avaliação, decisão, comunicação e acção.

Um dos primeiros princípios gerais do método Escotista é a auto-formação que é importante para os jovens e indispensável para os adultos.

Outro princípio geral do Escotismo, igualmente válido para os adultos, é aprender fazendo. Isto significa que a formação contínua tem lugar através de um envolvimento concreto nos contextos sociais, políticos e religiosos em que o adulto vive e actua.

Outros princípios Escotistas aplicáveis aos adultos são o contacto com a natureza e o serviço à comunidade e ao próximo. Viver em contacto com a natureza, deixar de lado hábitos antigos, estar pronto a encontrar-se com os outros, testar as dificuldades físicas, mas também a alegria de comungar com a natureza. Andar – mesmo que o esqueçamos com frequência – é uma das funções mais naturais. Descobrir em conjunto os tesouros da história e da arte, paisagens e vistas inspiradoras, envolve o aprofundar da amizade e do relacionamento com os outros, aprender a viver a vida de modo mais simples, desenvolver a parte mais humana e espiritual.

O papel do Núcleo (Fraternal Local) – a comunidade de adultos – reveste-se da maior importância. Deve ser um espaço de intercâmbio de opiniões e experiências, onde a capacidade de entender a história se redescobre, pondo à prova a condição humana, de forma pacífica, e encontrar razões para partilhar e assumir responsabilidades, bem como aprofundar o sentido pessoal da ética e da moral pública.

A Fraternal é diferente das comunidades de Escoteiros, que são associações verticais, com os jovens de um lado e os dirigentes do outro. A Fraternal é horizontal, uma vez que cada um tem nas mãos o seu próprio desenvolvimento e processo formativo, agindo com e para os outros, apesar de existirem pessoas responsáveis pelo planeamento e realização das actividades. Aqueles que assumem funções de liderança na Fraternal desempenham um papel fundamental, mas não são dirigentes, são antes “um entre iguais”, um coordenador, alguém capaz de encorajar o envolvimento de todos os membros da Fraternal, dando pistas que potenciem o crescimento comum e a manutenção da unidade dentro da diversidade existente.

Estas pessoas devem desenvolver o seu trabalho de modo cuidado, demonstrando humildade e respeito por todos, constituindo-se como modelo através do seu exemplo de esforço e compromisso para com as suas funções. Por outro lado, as actividades da Fraternal devem dar resposta a todas as fases da vida adulta, que está a tornar-se cada vez mais longa. Assim sendo, não é possível conceber um modelo único de funcionamento dos Núcleos da Fraternal. Podem existir actividades mais vocacionadas para os primeiros anos da vida adulta, quando as pessoas começam a dar os primeiros passos na vida profissional e familiar, e actividades para pessoas mais velhas, para pais ou até avós, na sua maioria já reformados e cuja energia física pode começar a escassear.

O serviço, ou seja, o trabalho voluntário a favor de outros, seja na comunidade civil, na Igreja ou no Movimento Escotista, é um meio muito poderoso de formação no Escotismo, sendo também valioso na idade adulta. Trata-se do proces-so sugerido por B-P para atingir a felicidade “para fazer os outros felizes” e da melhor forma de os adultos permanecerem fiéis aos valores essenciais da Lei e do Compromisso
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Cem anos do Segundo Grupo da AEP

Mensagem da Fraternal, proferida na Sessão Solene,
realizada no dia 1 de Dezembro.


Caros companheiros

Cem anos estão passados sobre a data em que o C.te Álvaro de Melo Machado, após a sua bem sucedida decisão de criar um grupo de scouts em Macau, e já então regressado a Lisboa, entendeu também criar nesta cidade uma nova unidade, por considerar o movimento “um admirável processo de educação da juventude” e estar convencido de que, “através dele seria possível modificar a mentalidade da gente portuguesa, se pudesse conseguir que muitos milhares de rapazes se filiassem nos grupos que viessem a organizar-se.

Assim, numa noite de Outubro de 1912, na Sociedade de Instrução Militar Preparatória n.º 2, no Bairro da Esperança, em Lisboa, foi ele próprio, que orientou a organização de 4 patrulhas.

O Grupo viria a fazer a sua primeira apresentação em 3 de Novembro de 1912, tendo a sua inauguração oficial, segundo a história, acontecido no dia de Natal desse mesmo ano, no Coliseu dos Recreios.

Não irei prolongar o relato histórico.

Cem anos estão pois passados sobre a criação do grupo, então referenciado como Segundo Grupo de Scouts de Lisboa, que veio a ser fundador da AEP, e que, com a dedicação de muitos dirigentes, logrou chegar com actividade ininterrupta até aos dias de hoje.

Importa sublinhar que o admirável processo de educação a que Melo Machado se referia é o Movimento Escotista, assente nos seus valores e no seu Método singular, inalterados ao longo dos anos, e que o Segundo Grupo se pode orgulhar de os vir ensinando e aplicando, até aos dias de hoje.

Para além de Melo Machado, deixem-me aqui referir, apenas mais três nomes grandes do Segundo Grupo, e perdoem-me a não referência a outros, alguns deles com quem a actual direcção da Fraternal lidou pessoalmente, e de que guarda gratas recordações.

São eles: António Xavier de Brito, Alfredo Tovar de Lemos e Luís Grau Tovar de Lemos.

Todos com uma longa história escotista, mas da qual realço aqui apenas a participação de cada um para a criação da então Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal, nos longínquos anos de 1948, 49 e 50.

Álvaro Melo Machado foi quem presidiu à Mesa da Reunião Magna de antigos escoteiros, realizada a 19 de Novembro de 1949, na Sociedade de Geografia de Lisboa, onde foi eleita a Comissão Organizadora, que durou desde aquela data até à da fundação da Fraternal, em 11 de Março de 1950, e que foi presidida por Luís Grau Tovar de Lemos. O Dr. Alfredo Tovar de Lemos foi o primeiro presidente da direcção desde a fundação da (então) FAEP até 1960, ou seja ao longo de dez anos. António Xavier de Brito foi fundador e assíduo participante nas actividades da Fraternal, por mais de 30 anos, até ao fim da sua vida, tendo integrado várias direcções.

Ao longo da nossa história, muitos mais companheiros do Segundo Grupo se associaram à Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal, no início um departamento da AEP, com o objectivo de congregar os antigos escoteiros e, ainda hoje, contamos com alguns entre nós.

Porém os tempos trazem novos desafios, devendo por isso, as instituições adaptar-se às novas realidades.

Não fugindo à regra, a Fraternal procedeu nos últimos dois anos a uma profunda remodelação que, para além de lhe alterar a designação para Fraternal Escotista de Portugal, pretende também renovar os conceitos do Escotismo para adultos e conferir-lhe uma nova intervenção social, pese embora mantendo os mesmos valores e princípios, mas conferindo-lhe novas responsabilidades, de acordo com a sua Missão, naquilo que designamos por um escotismo para a idade adulta, ou seja:

Com a finalidade de contribuir para:
   - O progresso pessoal segundo os Valores do Escotismo;
       - O serviço às comunidades;
           - O apoio ao Movimento juvenil.

Estamos, todavia, ainda longe de alcançar esta finalidade. Somos conscientes disso.

A Fraternal proporciona um enquadramento onde a ética Escotista se mantém na vida adulta e se aplica a todos que já não desejam ou não podem continuar a actuar como dirigentes escotistas devido a questões profissionais, familiares ou de idade. Esta ética pode ser também abraçada por aqueles que não tiveram a oportunidade de ser Escoteiros na sua juventude e que apenas descobriram o Movimento quando já eram adultos, identificando-se com os seus princípios e valores.

A primeira das preocupações da Fraternal é a divulgação e apoio ao Escotismo Juvenil, porque este é a essência e razão de ser do Movimento a que também pertencemos. Por isso queremos ser fortes para adquirir a capacidade de poder contribuir para a melhoria das condições de vida dos grupos, na aquisição e melhoramento das suas sedes, nos difíceis contactos com as entidades autárquicas e patrocinadoras, dizer presente quando nos solicitarem colaboração na organização de actividades de maior envergadura, oferecer com a nossa presença o estímulo que os dirigentes precisam e merecem e transmitir aos mais jovens o nossa experiência escotista.

Os membros da Fraternal praticam uma autogestão a todos os níveis da organização. Enquanto adultos são responsáveis pelos seus programas, actividades, financiamento, eleições e desenvolvimento.

Integram-se numa rede nacional e internacional de conferências e encontros. Essa participação permite-lhes transmitir e receber informação, desenvolver competências, partilhar experiências a diversos níveis, incluindo ao nível das preocupações com questões, como a vida adulta e as necessidades de formação. Através de discussões e debates, os escoteiros da idade adulta desenvolvem ainda mais as suas potencialidades, fazem novos amigos, encontram apoio entre a comunidade dos seus pares e por último, mas não menos importante, divertem-se!

Para a execução das nossas metas contamos também convosco, em especial com aqueles que já passaram pelo grupo e, também, com os mais velhos de vós, para nos ajudarem, tal como o fizeram os vossos primeiros dirigentes, a reconstruir uma Fraternal que seja útil para os seus membros, que ajude as comunidades e o movimento juvenil.

Sendo assim, aqui deixo o nosso desafio ao Segundo Grupo, para que venha a constituir um Núcleo da Fraternal, que trabalhe na vossa área geográfica e que possa vir a ser um precioso apoio ao grupo e à região e um seguro divulgador dos valores do Escotismo junto das entidades e população local.

Antes de terminar, queremos deixar uma mensagem especial para os jovens: - lobitos, escoteiros e caminheiros -. Desejamos que os valores escotistas, contidos na Lei do Escoteiro e no Compromisso de Honra, assim como a igualdade e tolerância, a responsabilidade e liberdade, a participação e cidadania activa, a construção da Paz e o desenvolvimento sustentável, nunca sejam esquecidos durante toda a vossa vida, e em especial, na idade adulta.

A Fraternal Escotista de Portugal, deseja a todos os melhores votos de BOA-CAÇA para os tempos futuros.

Nova Representante da Sub-Região da Europa do Sul [da ISGF]


Como tem sido habitual, a Sub-Região da Europa do Sul da ISGF (onde nos integramos, juntamente com Chipre, França, Itália, Grécia, Israel, Itália, Espanha, Turquia e Suiça-Sul)), aproveita o MED, para realizar a sua Assembleia, a qual teve lugar no passado dia 3 de Novembro.

Nela, entre outras matérias, procedeu-se à eleição do Representante da Sub-Região, que irá ser o seu candidato ao Comité Europeu, cuja eleição decorrerá na próxima Conferência europeia, a realizar na Dinamarca e Noruega, em Setembro do próximo ano.

Desta feita, a escolha recaiu na Secretária Internacional da Fraternal, e actualmente Secretária Internacional da AEG, Sara Milreu Rocha, que contou desde logo com o apoio da FNA e da AAG.

Portugal vê assim premiado o trabalho que está a fazer no âmbito do Escutismo para a idade adulta, quer a nível interno, bem como nas relações com os restantes países que comungam do mesmo ideal.