quinta-feira, 18 de abril de 2013

POLÍTICAS FUNDAMENTAIS DA FRATERNAL

O novo Regulamento Geral, define no seu Capítulo II Secção II as Políticas Fundamentais da Fraternal, a saber:


Art.º 03 - A FRATERNAL baseia a sua actuação nas seguintes políticas de acção:
a) Liberdade Religiosa;
b) Convívio social fraterno;
c) Igualdade de oportunidades;
d) Direitos Humanos;
e) Segurança e Saúde;
f) Preservação do Ambiente.

a) Liberdade Religiosa
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação aberta a todos e, do ponto de vista interconfessional e plural, é a única representante do Escotismo Português para a idade adulta.
2. A FRATERNAL inclui associados com diferentes opções religiosas, assumindo cabalmente o respeito por tais opções;
3. Os associados da FRATERNAL não podem ser obrigados a participar em quaisquer actos religiosos, devendo, no entanto, ser encorajados a participar nos serviços religiosos da religião que professam;
4. A fórmula do Compromisso de Honra deverá ser adequada à orientação religiosa de cada membro, garantindo-se apenas que a referida orientação não seja contrária aos valores, princípios e finalidade do Movimento Escotista.

b) Convívio social fraterno
A Fraternal estimula a convivência dos seus associados e as amistosas relações com outros grupos sociais, entendendo-as como um contributo para a paz no mundo e a convivência entre os povos.

c) Igualdade de Oportunidades
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação aberta a todos e com uma política activa que promove a igualdade de oportunidades;
2. A FRATERNAL está empenhada em contribuir para a vivência do Espírito Escotista entre adultos de todas as proveniências sociais e culturais;
3. Nenhum adulto deverá receber um tratamento menos favorável ou ser preterido por razões de classe, origem étnica, género, capacidade física ou mental, crença religiosa ou política;
4. Todos os membros da FRATERNAL devem procurar praticar e promover essa igualdade de oportunidades, cabendo á direcção implementar, observar e garantir a política de igualdade de oportunidades da FRATERNAL;
5. Todos os associados têm de ser pessoas com idoneidade, devendo adoptar comportamentos adequados e cumprir o compromisso que assumiram.

d) Direitos Humanos
1. A FRATERNAL, tendo em consideração salvaguardar a dignidade de todas as pessoas, em todos os momentos e em todas as circunstâncias, subscreve a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
2. Os associados da FRATERNAL deverão, além disso, contribuir para a segurança e protecção dos jovens, o seu desenvolvimento como cidadãos e em igualdade de oportunidades. 



e) Segurança e Saúde
É política da FRATERNAL desenvolver o Escotismo para a idade adulta de uma forma segura e com riscos controlados para garantir a saúde, o bem-estar e a segurança dos seus membros.



f) Preservação do Ambiente
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação que promove a preservação do Ambiente;
2. A FRATERNAL desenvolve a prática do Escotismo na idade adulta, tendo em conta todas as regras praticáveis e razoáveis para preservar o ambiente;
3. A componente ambiental e a vida ao ar livre são para a FRATERNAL elementos estruturantes da sua actuação, na autoformação dos adultos, nas actividades desenvolvidas e na participação activa na comunidade;
4. A FRATERNAL está comprometida em promover a formação de adultos e a sensibilização da sociedade para a conservação da Natureza e o desenvolvimento sustentável;
5. A FRATERNAL propõe-se colaborar com as entidades estatais ou Organizações Não Governamentais na Gestão Ambiental, minimização dos impactes ambientais e prevenção da poluição.





Nova Insígnia da Fraternal

A FRATERNAL tem como insígnia um distintivo de forma redonda, com sete centímetros de diâmetro, sobre fundo azul-escuro, tendo por base a Flor-de-Lis, de cor vermelha, com duas estrelas brancas, cada uma em sua pétala lateral, colocada sobre um Trevo de três folhas branco, de acordo com o Regulamento da ISGF, dentro de um circulo amarelo, sendo delimitado externamente pela indicação “Fraternal Escotista” na parte superior e “Portugal”, na parte inferior, escrito igualmente a cor amarela, conforme ilustra a figura acima.

CONFERÊNCIA NACIONAL DA FRATERNAL

A Mesa da Conferência Nacional, com as presenças do seu Presidente, Pedro Jorge Maurício Jacobetty Vieira, do Vice-Presidente, Feliciano Domingues Garcia Parra, e do Secretário, Afonso Mariano Inglês

Decorreu no PNEC, no passado dia 23 de Março a 55.ª Conferência Nacional da Fraternal.

O Relatório e Contas da Direcção referente ao ano de 2012, foi aprovado por unanimidade. 
Foram igualmente aprovadas por unanimidade as duas alterações aos Estatutos propostas pela Direcção:
- O artigo 13.º, n.º 3 ficou com a seguinte redacção: “Os estatutos só poderão ser alterados por deliberação da Conferência Nacional, tomada por maioria de três quartos dos membros presentes, sendo que as propostas de alteração têm de ser distribuídas com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.”;
- Foi eliminado o n.º 4 do artigo 17.º.
Foi também aprovado o novo Regulamento Geral da Fraternal, assim como o Programa de Actividades e o Orçamento para 2013.


Depois dos trabalhos seguiu-se uma apresentação por João Aragão e Pina, autor do livro “Apresentações que Falam Por Si”, dedicada ao tema das apresentações em PowerPoint e sua importância para “contagiar” a audiência. Esta apresentação insere-se nos esforços desenvolvidos pela Fraternal de proporcionar aos Dirigentes da AEP actividades de interesse para estes e que possam ser uma mais-valia nas suas vidas, tendo o convite sido aceite por alguns, especialmente formadores da Escola Nacional de Formação Insígnia de Madeira (ENFIM) da AEP.


Á noite seguiu-se uma animação escotista, na qual o Núcleo de Setúbal apresentou algumas canções incluídas no cancioneiro que está a elaborar.

5º Workshop da Região Europeia


Cinco elementos da Fraternal estiveram presentes no 5.º Workshop da Região Europeia da ISGF, que se realizou de 11 a 15 de Março, em Wandlitz, uma pequena localidade a cerca de 30 quilómetros a norte de Berlim .
Para além de Portugal estiverem presentes representantes da Áustria, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Liechtenstein, Noruega, Polónia, Roménia, Suíça e Reino Unido. 

Nana Gentimi, membro do Comité Mundial da ISGF, foi a primeira oradora, que começou por referir que tinha acabado de vir da reunião do Comité Mundial em Bruxelas e que reportaria ao Comité Mundial as conclusões do workshop.


Apresentou o kit de formação que está a ser desenvolvido pela ISGF, composto por sete volumes, a saber:
1) ISGF – informações sobre a organização, como tornar-se membro, o que fazemos, etc.
2) Lei do Escoteiro/Guia para adultos
3) O Método Escotista/Guidista para adultos
4) Adaptação do livro “velhos pensamentos... novas visões” produzido pela Noruega, onde se compilam várias citações de B.P., com imagens e desenhos sugestivos.
5) Brochura composta em colaboração com a UNHCR sobre o contributo que as associações de Escoteiros Adultos podem dar no trabalho para a paz, com refugiados e outras populações que enfrentam dificuldades
6) Projectos desenvolvidos pelas associações membro
7) Ambiente

Seguiu-se a apresentação de Harald Kesselheim, membro do Comité Europeu responsável pela ligação com o Comité Mundial, que falou das funções dos diferentes elementos que compõem o Comité Mundial, que tem como principal objectivo coordenar e apoiar as actividades das associações nacionais. Explicou que o Comité Mundial é o órgão executivo da ISGF, composto por 8 membros eleitos nas Conferências Mundiais e mais dois elementos nomeados em representação da WOSM e da WAGGGS. 


Olav Balle, membro do Comité Europeu, fez uma apresentação centrada nos objectivos, potencial e problemas da Região Europa, actualmente composta por 4 sub-regiões: Norte e Báltico, Europa Central, Europa Ocidental e Sul da Europa.
Teve ainda lugar uma apresentação pela representante Finlandesa, Doris Stockman, sobre a Conferência Europeia que terá lugar de 4 a 8 de Setembro próximo. 

Leny Doelman, administradora dos conteúdos da página Internet da ISGF, partilhou com os presentes algumas dicas e truques para construírem uma página internet para as suas organizações. Depois de uma apresentação geral seguiram-se trabalhos em grupo que permitiram aos participantes ensaiar em papel o aspecto e os menus que devem ser incluídos. Alguns dos conselhos incluíram a necessidade de ter listas nos menus com um máximo de 8 entradas, que podem posteriormente ser desdobradas; o cuidado a ter com as fotografias que devem ser relevantes e ter um bom enquadramento; a necessidade de usar sempre o mesmo tipo de letra para não “perturbar” a leitura; utilizar uma combinação de cores sóbrias e que facilite a leitura; escrever os artigos de modo curto, conciso e apelativo, não esquecendo de mencionar o que aconteceu, quais os envolvidos, onde, quando, como e porquê. 




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O LIVRO DOS ESCOTEIROS

“Mais que um guia técnico é um guia dos princípios que unem 80 mil escuteiros e escoteiros no activo em Portugal”. Assim descreve a autora, a jornalista Marta Reis, que pretende homenagear o “maior e mais antigo movimento juvenil no país, dado que as duas maiores associações, a Associação dos Escoteiros de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas que completam 100 e 90 anos, respectivamente. É uma homenagem ao espírito de fraternidade, aventura e superação individual que é seguido activamente por cerca de oitenta mil pessoas em Portugal - e perto de 30 milhões no mundo.  
Representantes de diferentes gerações da AEP e do CNE partilham memórias, experiências, aprendizagens e reflexões numa obra que, atravessando a História e registando curiosidades ligadas a este fenómeno universal, capta os valores essenciais do Movimento Escotista, e onde  também se  fala da Fraternal Escotista de Portugal.

CONFERÊNCIA NACIONAL da FRATERNAL

Vai realizar-se no Parque Nacional de Escotismo da Caparica (PNEC), no dia 23 de Março, pelas 10.30 h., com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apreciação (Discussão) e votação do Relatório de Actividades e Contas referente ao ano de 2012.
2. Apresentação, discussão e votação das propostas da Direcção:
a) Alteração aos art.º 13.º n.º 3 e art.º 17.º dos Estatutos, em conformidade com a exigência da Procuradoria-Geral da República;
b) Alteração do Regulamento Geral;
c) Outras.
3. Apreciação (Discussão) e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2013.

MISSÃO DA FRATERNAL

Uma parte da MISSÃO da FRATERNAL consiste em ajudar os seus membros, - através de um processo de contínuo desenvolvimento -, a transmitir o espírito do Compromisso e da Lei de Escoteiro nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-os e à sociedade em geral, na promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania.


O terceiro milénio trouxe-nos um cenário completamente novo, com desafios novos e antigos que se colocam aos homens e mulheres do nosso tempo, instando-os a ultrapassar fronteiras que se constituem como verdadeiros desafios à civilização.

Quando pensamos em algumas dessas novas fronteiras, facilmente se compreendem as dificuldades e os tipos de tarefas que toda a Humanidade é chamada a desenvolver:
1. A massiva onda migratória do sul para o norte;
2. O desenvolvimento por todo o mundo de novas formas de terrorismo, crime organizado, crises económicas e financeiras, problemas ao nível das fontes energéticas, alterações climáticas;
3. As inúmeras zonas latentes de guerra ainda existentes;
4. O número crescente de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza ou em precária subsistência;
5. A crise, especialmente no mundo ocidental, das instituições que sempre foram consideradas como a espinha dorsal da sociedade humana, como a família, o estado social, etc.;
6. A nova visão relativamente à idade adulta, que deixou de ser considerada como um ponto de chegada comum a to-dos, para passar a ser encarada como uma fase subjectiva, que deve ser continuamente construída a partir da adolescência e até ao fim da vida.

Em face destes enormes desafios, os homens e mulheres do nosso tempo parecem fragilizados, frequentemente incapazes de assumir as necessárias responsabilidades e enfrentar adequadamente os problemas. Na realidade existe até a percepção de que uma esperança média de vida mais longa não é contrabalançada por uma maior maturidade ou desenvolvimento psicológico.

Verificamos actualmente que existe um crescente número de jovens adultos com uma clara necessidade de descobrir locais e oportunidades onde eles se possam encontrar e desenvolver em conjunto, de modo participativo, novas possibilidades de expressão das suas aspirações e desejos. Trata-se de uma espécie de formação em que o adulto se envolve, de forma voluntária, quando quer desenvolver as suas capacidades pessoais ou gostos, sem pretender aumentar directamente as suas competências profissionais. Nesta esfera, o principal objectivo do adulto é o seu desenvolvimento integral, de modo a melhorar cada vez mais a sua qualidade de vida e posicionamento social.

A formação (desenvolvimento) de adultos tem três objectivos principais:
1. O desenvolvimento das pessoas e da sua autonomia para compreender, avaliar e escolher a sua vida, como cidadãos, profissionais e agentes de funções sociais;
2. O desenvolvimento da sociedade relativamente ao aspecto cultural, económico e político, tendo em conta a complexidade e a velocidade a que as mudanças se dão nos nossos dias;
3. O desenvolvimento das sociedades nas quais o adulto vive e trabalha (o local de trabalho, a família, as associações a que pertence, etc.).

Estes objectivos devem ser programados de acordo com um método específico que terá, obrigatoriamente, de ser diferente daquele que é seguido na formação dos Escoteiros, à excepção de alguns princípios gerais, uma vez que é necessário ter em conta as especificidades da idade adulta e respeitar integralmente a autonomia das pessoas, quanto aos modos e ritmos de aprendizagem, formas de expressão, interpretação, avaliação, decisão, comunicação e acção.

Um dos primeiros princípios gerais do método Escotista é a auto-formação que é importante para os jovens e indispensável para os adultos.

Outro princípio geral do Escotismo, igualmente válido para os adultos, é aprender fazendo. Isto significa que a formação contínua tem lugar através de um envolvimento concreto nos contextos sociais, políticos e religiosos em que o adulto vive e actua.

Outros princípios Escotistas aplicáveis aos adultos são o contacto com a natureza e o serviço à comunidade e ao próximo. Viver em contacto com a natureza, deixar de lado hábitos antigos, estar pronto a encontrar-se com os outros, testar as dificuldades físicas, mas também a alegria de comungar com a natureza. Andar – mesmo que o esqueçamos com frequência – é uma das funções mais naturais. Descobrir em conjunto os tesouros da história e da arte, paisagens e vistas inspiradoras, envolve o aprofundar da amizade e do relacionamento com os outros, aprender a viver a vida de modo mais simples, desenvolver a parte mais humana e espiritual.

O papel do Núcleo (Fraternal Local) – a comunidade de adultos – reveste-se da maior importância. Deve ser um espaço de intercâmbio de opiniões e experiências, onde a capacidade de entender a história se redescobre, pondo à prova a condição humana, de forma pacífica, e encontrar razões para partilhar e assumir responsabilidades, bem como aprofundar o sentido pessoal da ética e da moral pública.

A Fraternal é diferente das comunidades de Escoteiros, que são associações verticais, com os jovens de um lado e os dirigentes do outro. A Fraternal é horizontal, uma vez que cada um tem nas mãos o seu próprio desenvolvimento e processo formativo, agindo com e para os outros, apesar de existirem pessoas responsáveis pelo planeamento e realização das actividades. Aqueles que assumem funções de liderança na Fraternal desempenham um papel fundamental, mas não são dirigentes, são antes “um entre iguais”, um coordenador, alguém capaz de encorajar o envolvimento de todos os membros da Fraternal, dando pistas que potenciem o crescimento comum e a manutenção da unidade dentro da diversidade existente.

Estas pessoas devem desenvolver o seu trabalho de modo cuidado, demonstrando humildade e respeito por todos, constituindo-se como modelo através do seu exemplo de esforço e compromisso para com as suas funções. Por outro lado, as actividades da Fraternal devem dar resposta a todas as fases da vida adulta, que está a tornar-se cada vez mais longa. Assim sendo, não é possível conceber um modelo único de funcionamento dos Núcleos da Fraternal. Podem existir actividades mais vocacionadas para os primeiros anos da vida adulta, quando as pessoas começam a dar os primeiros passos na vida profissional e familiar, e actividades para pessoas mais velhas, para pais ou até avós, na sua maioria já reformados e cuja energia física pode começar a escassear.

O serviço, ou seja, o trabalho voluntário a favor de outros, seja na comunidade civil, na Igreja ou no Movimento Escotista, é um meio muito poderoso de formação no Escotismo, sendo também valioso na idade adulta. Trata-se do proces-so sugerido por B-P para atingir a felicidade “para fazer os outros felizes” e da melhor forma de os adultos permanecerem fiéis aos valores essenciais da Lei e do Compromisso