sábado, 4 de abril de 2015

ENTREGA DO COLAR DE HONRA À AEP

Conforme foi oportunamente anunciado, a nossa Conferência Nacional, realizada em 23 de Março (2014), elegeu a AEP, por unanimidade e aclamação, como o seu primeiro Membro Honorário.
A entrega do correspondente Colar de Honra teve lugar no dia 29 de Novembro, no PNEC - Parque de Escotismo da Caparica, antes do início do Conselho Permanente da AEP.
O Presidente da Fraternal usou da palavra para acentuar a importância da distinção e as razões que levaram à atribuição do Colar de Honra e fez entrega do mesmo nas mãos do Escoteiro Chefe Nacional, que agradeceu a distinção feita à AEP e sublinhou as vantagens da mútua colaboração entre as duas associações, evidenciando as relações de amizade e cooperação que nos ligam.
Ao acto assistiram dirigentes nacionais e regionais da AEP, membros da Fraternal e alguns escoteiros e familiares presentes no PNEC.

Mensagem de BP: Definição de Escotismo Adulto

Quando Baden-Powell escreveu a sua última mensagem a todos os escoteiros, sintetiza de uma maneira simples, mas ao mesmo tempo magistral, a essência pura do Escotismo, não apenas como movimento educativo para jovens, mas como sistema de valores para cidadãos adultos.

Conselhos como gozar a vida vendo sempre o lado positivo das coisas, tornar-se saudável e forte para ser mais útil ao semelhante, ou viver em harmonia com a Natureza, são as linhas principais do sistema de valores implícitos no Escotismo. Inclusivamente a maneira serena de explicar aos jovens a proximidade da sua morte, põe em evidência essa sua forma de viver em sintonia total com a Natureza.

Mas o que mais chama a atenção na última mensagem de BP é a definição de felicidade para a idade adulta que ela encerra “a Felicidade não provém da riqueza nem dos êxitos pessoais, que te encaminham erradamente para a busca da felicidade individual”.
Para ele a verdadeira felicidade se ganha em pequenas conquistas diárias e reside em desviar o alvo no sentido da felicidade dos outros. Cada um encontra o seu caminho amenizando o caminho dos outros, ajudando, empenhando-se e batendo-se para sobrepor o bem colectivo acima do individual.

O lema escoteiro ”SEMPRE PRONTO”, para os que já tenham deixado o Escotismo, consiste em continuar a lutar pela ideia de deixar este mundo um pouco melhor, juntando pequenos contributos aos intercâmbios sociais.

Precisamente por eles surge o Escotismo adulto (para a idade adulta), para coordenar essas sucessivas gerações de escoteiros que, ao longo da etapa formativa, querem oferecer o melhor de si mesmos aos outros, trabalhando em equipa.

O Escotismo adulto quer ser mais do que “antigos escoteiros”. O termo, por definição, nos situa no presente, não só para recordar os bons tempos passados dentro do Grupo, mas fundamentalmente para embarcarmos em projectos actuais. Além disso, a fórmula do Escotismo adulto é tão flexível e aberta que possibilita que nele possam integrar-se aqueles que, não havendo tido a sorte de viver o Escotismo em criança, o conhecem através de seus filhos, ou de seus amigos e se sentem identifica-dos com ele. A esses se oferece a oportunidade de realizar o seu Compromisso escoteiro e converter-se em membro da associação.

Para poder delimitar cada um dos termos, deveremos clarificar a diferença entre “ESCOTISMO/GUIDISMO ADULTO” e “RECURSOS ADULTOS”.
A diferença fundamental está no tipo de vínculo que se mantém com os escoteiros/guias.
Nós, os escoteiros e guias adultos não participamos directamente nos projectos dos grupos escoteiros, a não ser de forma regrada e sempre perante petição deles.
Caracterizamo-nos por ter vida própria, com projectos com finalidade social e meio ambiente definido, ainda que, sempre de forma indirecta, se cuide do apoio aos escoteiros e guias em qualquer momento ou circunstância, contribuindo assim para a continuidade do Escotismo na sociedade actual.

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ENTREGA DO COLAR DE HONRA a JOSÉ MARIA NOBRE SANTOS

Na sequência da aprovação na última Conferência Nacional da Fraternal, a Direcção , deslocou-se especialmente a Viseu no dia 2 de Setembro (2014) para fazer entrega do Colar de Honra ao Chefe José Maria Nobre Santos. 

O QUE SE PRETENDE COM A AUTO-FORMAÇÃO DO ESCOTEIRO ADULTO

A Constituição (Estatutos) da OMME, afirma que o Escotismo é um Movimento educativo e que: “A educação, no seu sentido mais lato, é um processo que dura toda a vida e permite o desenvolvimento global e contínuo das capacidades de uma pessoa, como indivíduo e como membro de uma sociedade.

Ao contrário da visão mais comum, a educação Escotista vai muito para além da educação formal (a educação escolar) tanto em alcance como em duração.

E a OMME explicita: “a educação é um processo ao longo da vida e o desenvolvimento não tem lugar apenas durante os anos de formação (infância e adolescência). Continua ao longo da vida. Como “processo”, tem altos e baixos – períodos mais activos, intensivos, significativos – que precisam de apoio”.

“Como processo de desenvolvimento contínuo das capacidades de uma pessoa, o objectivo da educação é contribuir para o pleno desenvolvimento de um individuo autónomo (capaz de tomar decisões e de gerir a sua vida), solidário (que se preocupa activamente com os outros), responsável (capaz de assumir as consequências das decisões tomadas, de manter compromissos e de cumprir aquilo a que se propõe) e empenhado (que procura viver de acordo com os seus valores e apoia os ideais que julga importantes)”.

A educação pelo Escotismo é pois uma proposta que procura exercer influência no cidadão para agir, por si, em favor do próprio e ao serviço da sociedade, considerando que:
Como individuo, deve contribuir para o desenvolvimento de todas as suas capacidades, em todas as áreas do desenvolvimento - física, intelectual, emocional, social e espiritual.
Como membro de uma sociedade, deve contribuir para o desenvolvimento de uma consciência social colectiva e preocupação com os outros, do sentido de pertença a uma comunidade e à sua história e evolução.
Estas duas dimensões não podem ser dissociadas, uma vez que não há educação sem uma procura do pleno desenvolvimento do potencial duma pessoa, e não há educação sem a aprendizagem da vida com outros, enquanto membros da comunidade local, nacional ou internacional.

Por outro lado, a Constituição Mundial da ISGF/AISG refere que:
“Os Fins da ISGF / AISG são encorajar os seus membros a:
a)     Guardar bem vivo o espírito da Promessa e da Lei, tal como estabelecidos por Baden-Powell, fundador dos Movimentos Escotista e Guidista, num processo de aprendizagem contínua;
b)     Transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham através do serviço activo em prol da comunidade; e
c)     Dar suporte activo ao Escotismo e Guidismo nas suas comunidades locais, nos seus países e ao nível mundial.”
assim, em resumo, os fins do Movimento para adultos:
    a)     Crescimento pessoal segundo os valores Escotistas,
    b)     Serviço às comunidades em que se inserem
    c)     Apoio ao Movimento juvenil.

A Constituição da ISGF enumera, ainda, três Princípios:
a) Respeitar a vida e os direitos humanos;
b) Contribuir para a compreensão mundial, especialmente através da amizade, tolerância e respeito pelos outros;
c) Trabalhar em prol da justiça e da paz, assim criando um mundo melhor. 

Pretende-se assim que cada escoteiro adulto, isoladamente ou em grupo (com outros companheiros do núcleos ou de outra estrutura), desenvolva acções que contribuam para a apreensão completa de um conteúdo formativo que corresponda, directa ou indirectamente, aos objectivos da educação atrás referidos.

FERRAMENTAS PARA O RECRUTAMENTO DE ADULTOS (Parte IV [última])

Texto de apoio elaborado por Sara Milreu, relativo ao módulo “Ferramentas para o Recrutamento de Adultos” integrado na 1.ª acção de formação da AEG-Portugal.
(adaptado do "Generational diversity in the BSA workplace", dos Boy Scouts of América)

Questões Geracionais e algumas Soluções

O significado do trabalho

O trabalho é sempre uma componente importante da vida de todos nós e da forma como nos definimos. A perspectiva das diferentes gerações face ao significado do trabalho pode resumir-se do seguinte modo:

Veteranos: trabalham porque gostam e encaram o trabalho como uma diversão, um acto de voluntariado, ou estão numa posição de liderança ou de destaque.

Pós-Guerra: a grande fatia desta geração continua a ser uma componente importante da forma como se definem, continua a representar um local onde querem ver os seus esforços reconhecidos e serem aceites. Alguns começam a reformar-se e estão à procura de substitutos, transferência do poder institucional, que-rem deixar o seu legado e transmitir-lhes a sua sabedoria. 

Geração X: a maturidade já lhes permite encarar o trabalho com um ambiente estável que lhes permite sustentar a família, mas com uma perspectiva de 3 a 5 anos, não mais. Capítulo da sua vida que lhes permite ir um pouco mais longe.

Geração do Milénio: algo que lhes ajuda a garantir um bom estilo de vida e um rendimento, mas que não os define, que lhes permite interagir com os seus pares, um local onde vão para trabalhar com alguém que os pode ajudar a atingir os seus objectivos.

Recrutamento
As estratégias de recrutamento devem variar de acordo com a geração que queremos atrair.

Para atrair os Veteranos, temos de lhes dar possibilidades de demonstrar o seu valor, de lhes demonstrar que têm conhecimentos e capacidades que podem e devem constituir um legado para as gerações seguin-tes. Precisam de um ambiente estável e de confiança, onde saibam que vão ser apreciados.

Os membros da Geração Pós-Guerra precisam de ver que ainda há espaço para liderar, para se assumirem enquanto força motriz do desenvolvimento da Associação.

Para recrutar elementos dentro da Geração X é necessário falar-lhes sobre as possibilidades de aprendiza-gem, sobre os outros indivíduos com quem pode estabelecer contactos e relacionamentos, da oportunidade de terem um mentor que os ajude a desenvolver-se e a ir mais longe no seio da Associação.


Para a Geração do Milénio, é importante centrarmo-nos nas possibilidades de aprendizagem num muito curto prazo, 3 a 6 meses, pois precisam de ver resulta-dos rápidos. Outra forma de os convencer é falar-lhes das redes que podem criar com os seus pares, através de projectos rápidos e imediatos. O seu individualismo deve ser cultivado, deixando-os brilhar. Eles sabem claramente onde estão e onde querem chegar, só preci-sam de um “empurrão” inicial que os faça avançar na direcção certa. Procuram agentes facilitadores nas associações, tal como os tiveram na figura dos pais.

Retenção
Para mantermos os nossos membros é necessário certificar-nos de que os nossos membros são líderes e estabelecem ligações, de uma forma muito pro activa. Não podemos deixar que os elementos da Geração X ou do Milénio se desmotivem e abandonem o Movimento por falta de tarefas para desenvolver ou de projectos para organizar. Preocupados com cada indivíduo, como ajudá-los, como integrá-los melhor, abordagem de preocupação e empatia genuína – conhecer o indivíduo e ajudá-lo a “florescer”.

Avaliações do Desempenho – performance reviews
Avaliar é importante, mas tem de ser feito de modo adequado. Não podemos demorar um ano para perce-ber que algo estava mal. Geração que nunca foi critica-da, por isso é preciso mostrar para que servem os da-dos, como se lêem e como se aproveitam para melho-rar as coisas.

Tópicos úteis

Porque é importante conhecer e reconhecer a diversidade geracional nas nossas Associações?
Conhecer e reconhecer a diversidade geracional pode ser um diferenciador estratégico, na medida em que nos per-mite adequar a nossa comunicação a cada uma das gera-ções e melhorar a eficácia das nossas interacções. Aumenta o respeito e o apreço de todos pelas diferenças e pelo que os outros têm para oferecer às nossas associações.


Introdução à Secção III - Trabalhar com as diferentes gerações
Nunca como antes, devido ao aumento da esperança média de vida e à forma como o envelhecimento activo é encarado, as nossas associações contaram com esta “mistura” de gerações. Tal diversidade pode dar-nos maior riqueza e produtividade, mas para tal é necessário compreender claramente as características de cada uma e a forma como cada geração é “única”.
Neste sentido, e apesar de a pertença a uma determinada geração ter um impacto significativo sobre a forma como cada um de nós vê o mundo, cada indivíduo teve um conjunto muito próprio de experiência, valores e crenças que pode introduzir algumas alterações a estes conceitos generalizados.
Assim, e como sempre na experiência da Humanidade, é importante conhecer e respeitar a individualidade de cada um dos nossos companheiros, nas mais variadas circunstâncias.

Conhecer a diversidade geracional ajuda-nos a compreender:
1) Que houve diversos fenómenos que deram origem ao sistema de valores, aspirações, atitudes e expectativas das diferentes gerações;
2) Que as diferentes gerações têm diferentes modos de ver o mundo, diferentes objectivos de desenvolvimento pessoal, diferentes formas de se expressar e envolver;
3) Que é necessário ter uma abordagem diferenciada para motivar as diferentes gerações,


Diferentes gerações, diferentes visões do que é, e formas de trabalhar em, equipa:

Veteranos: grupo, unidade, medida de proximidade, o grupo é tangível e constituído por pessoas conhecidas – “nós” em vez de “eu” – capacidade de escuta activa das opiniões dos outros.

Geração do Pós-Guerra: equipa é igual a tanto faz, a equipa tem de ser composta por pessoas que partilhem a mesma atitude,  clioente vem em 1º lugar, o objectivo final de terminar a tarefa vem em 1º lugar, quem quiser trabalhar e se revir nos objectivos é bem-vindo à equipa.

Geração X: eu tenho uma função e esta obedece a uma descrição, eu venho trabalhar todos os dias e desempenho as funções descritas nesse documento, depois regresso ao “meu” tempo, a equipa é importante e compreendo que tenho um papel a desempenhar na equipa, mas não me conformo exclusivamente em satisfazer as necessidades da equipa, quero apenas cumprir o meu dever, conforme descrito na descrição de funções.

Geração do Milénio: digam-se quais são os benefícios de estar nesta equipa, qual a utilidade, como vai ser, para mim, essa experiência de trabalhar em equipa o que me vai trazer a equipa, maior individualismo.


Tabela comparativa das gerações


Veteranos
Antes de 1945
Geração do Pós-Guerra
1945-1964
Geração X
1965-1979
Geração do Milénio
1980-2000
Pontos fortes
Estáveis; seguem as regras
Trabalham bem em equipa;
são competitivos
Adaptáveis e flexíveis; alta literacia tecnológica
Polivalentes; dominam a tecnologia
Atitude geral
Práticos mas conservadores
Positivos; lutam pelo sucesso
Cépticos e pessimistas
Optimistas; esperançosos
Atitude perante a autoridade
Respeito
Amor/ódio
Não se deixam impressionar ou intimidar
Aceitam-na de forma deferente
Estilo de Liderança
Hierárquico; com base na antiguidade
Participativo; consenso
Baseado na competência; claro e directo
Inclusivo; avesso aos conflitos
O que os desmotiva
Comentários vulgares e pouco apropriados
Politicamente incorrecto
Exageros  e clichés
Espera e atrasos
Experiência face à Diversidade
Segregação étnica
Início da integração étnica
Sociedade integrada como norma
Realinhamento das maiorias raciais
Informação sobre o Desempenho
Não ter notícias, é uma boa notícia
Periódica; com base em dados concretos
Interrompem e perguntam: “como está a correr?”
Querem informação instantânea e constante
Objectivos de carreira
Um emprego para a vida; construir o seu legado; segurança no emprego
Visibilidade; reconhecimento; melhoria das condições
Sucesso alcançável; sempre a aumentar competência
Actividades paralelas; oportunidade de agir em várias vertentes




Geração X
1965-1979
Geração do Milénio
1980-2000
Pontos fortes
Adaptáveis e flexíveis; alta literacia tecnológica
Polivalentes; dominam a tecnologia
Atitude geral
Cépticos e pessimistas
Optimistas; esperançosos
Atitude perante a autoridade
Não se deixam impressionar ou intimidar
Aceitam-na de forma deferente
Estilo de Liderança
Baseado na competência; claro e directo
Inclusivo; avesso aos conflitos
O que os desmotiva
Exageros  e clichés
Espera e atrasos
Experiência face à Diversidade
Sociedade integrada como norma
Realinhamento das maiorias raciais
Informação sobre o Desempenho
Interrompem e perguntam: “como está a correr?”
Querem informação instantânea e constante
Objectivos de carreira
Sucesso alcançável; sempre a aumentar competência
Actividades paralelas; oportunidade de agir em várias vertentes

Adaptado de http://olc.scouting.org/courses/diversity/index.html

quinta-feira, 2 de abril de 2015

FERRAMENTAS PARA O RECRUTAMENTO DE ADULTOS (Parte III)

Texto de apoio elaborado por Sara Milreu, relativo ao módulo “Ferramentas para o Recrutamento de Adultos” integrado na 1.ª acção de formação da AEG-Portugal.

(adaptado do "Generational diversity in the BSA workplace", dos Boy Scouts of América)

 Diferentes gerações,
    diferentes aspirações 


Trabalhar com as diferentes gerações

Os Veteranos
As atitudes e características desta geração face a qualquer tipo de trabalho projecto baseia-se num sistema de valores influenciado pela II Guerra Mundial e a Grande Depressão.

Pontos fortes: são bastante estáveis e leais, seguem as regras e desempenham as suas funções conforme esperado.

Atitude geral: são práticos mas conservadores, evitando correr riscos excessivos.

Atitude perante a Autoridade: a sua atitude face à autoridade é de respeito.

Estilo de Liderança: têm preferência por um estilo de liderança baseado nas hierarquias militares, em que a antiguidade é um posto.

O que os desmotiva: ficam desmotivados e são afastados pela vulgaridade e pela falta de educação ou civismo.

Experiência face à diversidade: viveram tempos em que a segregação étnica e o preconceito eram “normais”

Informação sobre o desempenho: a sua visão sobre a informação de desempenho é a de que “não ter notícias, é uma boa notícia”

Objectivos de carreira: quando entraram no mercado de trabalho a perspectiva era a de segurança no emprego e um emprego para a vida.

Conselhos
Devemos mostrar respeito e deferência para com esta geração, não só pela sua experiência mas também pelo trabalho que realizaram.

Devemos ouvir atentamente esta geração, pela sua sabedoria e conhecimentos em diversas áreas que experienciaram.

Necessitam de algum reforço positivo, mas sem exageros, já que se trata de uma geração orientada para o grupo e para o “nós”.

A não esquecer
Esta geração tem fantásticas competências de comunicação interpessoal, que lhes permitem compreender e agradar aos outros. O conhecimento acumulado permite-lhes parar para pensar e tomar decisões ponderadas. Têm uma abordagem descontraída aos problemas, que lhes permite analisar o contexto global sob as diferentes perspectivas.

A Geração do Pós-Guerra
Esta geração entrou no mercado de trabalho aos milhares, criando uma geração competitiva com características muito próprias.

Pontos fortes: são indivíduos muito competitivos dispostos a vencer em nome da equipa, independentemente dos sacrifícios envolvidos.

Atitude geral: atitude positiva, sempre à procura do sucesso.

Atitude perante a Autoridade: têm uma relação de amor/ódio face à autoridade. A sua visão quase obsessiva de viciados no trabalho pode fazer com que fiquem ressentidos com superiores que não reconheçam devidamente os seus esforços, bem como com colegas ou subordinados que não se empenhem tanto como eles próprios.

Estilo de Liderança: as palavras de ordem são liderança participada e consenso na equipa.

O que os desmotiva: tendem a ficar desmotivados pelo preconceito e estreiteza de vistas, a que alguns chamam politicamente incorrecto.

Experiência face à diversidade: assumem um activismo decorrente dos movimentos a favor dos direitos civis que foi típico da sua época.

Informação sobre o desempenho: acreditam numa avaliação do desempenho bem efectuada e periódica, com base em objectivos mensuráveis e claramente formulados.

Objectivos de carreira: reconhecimento, posição e estatuto social, procuram a melhoria das condições de vida.

Conselhos
Reconhecer devidamente o tempo que esta geração de viciados no trabalho investe nas actividades e projectos.

Premiar da melhor forma possível as suas vitórias, sucessos e contributos.

Usar uma linguagem optimista, salientando os objectivos e resultados positivos.

Ser sucinto. Esta geração tem diversos afazeres que lhes dominam a atenção e monopolizam o seu tempo: pais idosos de quem tomam conta, filhos ou netos que requerem a sua atenção e um emprego a manter.

A não esquecer

Esta geração tem conhecimentos alargados e profundos sobre uma série de campos do saber e factos da vida que já experienciaram. São membros com um forte sentido ético que lutam para atingir os objectivos trabalhando incansavelmente. 

A Geração X
Esta geração cresceu ao sabor do fracasso das instituições fundacionais da identidade nacional e do início da revolução digital, com claros reflexos sobre o seu sistema de valores e forma de encarar qualquer tipo de trabalho.

Pontos fortes: filhos de viciados no trabalho, esta geração aprendeu a defender-se e a provar o seu valor desde muito cedo, adaptando-se rapidamente a novas situação e tirando o máximo proveito da tecnologia disponível.

Atitude geral: cepticismo, pessimismo e necessidade de “ver para crer”.

Atitude perante a Autoridade: esta geração não se deixa intimidar ou impressionar pela autoridade.

Estilo de Liderança: preferem uma abordagem à liderança baseada nas competências e provas dadas, e que seja clara e directa.

O que os desmotiva: não se deixam levar por exageros e clichés.

Experiência face à diversidade: integração plena e igualdade de direitos é tudo o que esta geração conheceu e não aceitará nada menos do que isso.

Informação sobre o desempenho: preparem-se para dar e receber informação sobre o desempenho honesta e directa a qualquer momento.

Objectivos de carreira: acreditam que o valor se baseia no conhecimento adquirido e que o sucesso é um activo precioso que está nas suas mãos obter.

Conselhos
Esta geração céptica precisa de provas da credibilidade de qualquer projecto ou actividade, por isso é necessário estar pronto para dar provas do sucesso.
Apresentar os objectivos a curto prazo; os planos e actividades devem ser apresentados com um prazo máximo de 6 meses a 3 anos.
Tempo é dinheiro para esta geração, se trabalharam até tarde num dia esperam poder chegar tarde no dia seguinte, se trabalharam num projecto ou actividade poderão não querer participar na seguinte. Não abusar da sua boa vontade.
Nunca esquecer que a Geração X dispõe de vários espaços onde afirma a sua identidade: ginásio, emprego, colectividades, etc...
São pessimistas por natureza, pelo que é preciso prever planos de contingência e substituição para qualquer projecto ou actividade.
Ser específico, nada ambíguo quanto ao que se espera deles e dos contributos que podem dar.
Acreditam que o seu valor se baseia no conhecimento adquirido e no desenvolvimento pessoal, se não encontrarem possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento contínuo é natural que se desmotivem e saiam da organização.

A não esquecer
Esta geração empenha-se em projectos de sucesso, em tarefas claras e concisas que lhes são atribuídas e que realizam com êxito. Assumem claramente a responsabilidade e a lealdade necessárias para levar um projecto ou actividade a bom termo.


A Geração do Milénio
Esta geração de adolescentes-adultos que foi protegida à exaustão pelos pais, tem uma visão optimista do futuro e objectivos nobres, mas sente dificuldades em centrar os seus esforços.

Pontos fortes: são capazes de ser polivalentes e executar diversas tarefas ao mesmo tempo, as suas competências tecnológicas são quase inatas devido ao contacto com a internet e todas as outras ferramentas de comunicação.

Atitude geral: atitude optimista e altas expectativas.

Atitude perante a Autoridade: estão habituados a ser monitorizados e vigiados (pais, professores, treinadores), pelo que assumem uma postura de educação e deferência perante a autoridade.

Estilo de Liderança: têm um estilo de liderança inclusivo e são avessos aos conflitos. Estão habituados a que lhes seja comunicada a decisão a tomar, em vez de lhes perguntarem.

O que os desmotiva: são uma geração habituada a gratificação imediata e não toleram a espera ou os atrasos.

Experiência face à diversidade: assistem a um realinhamento das maiorias raciais.

Informação sobre o desempenho: aceitam e necessitam de informação e orientação constante sobre o seu desempenho para atingir os objectivos.

Objectivos de carreira: devido à sua capacidade de realizar várias actividades em simultâneo encaram com naturalidade a possibilidade de agir em várias vertentes.

Conselhos
A Geração do Milénio precisa de gratificação imediata e constante, devemos mantê-los ocupados e permanentemente actualizados sobre o seu progresso.
As tarefas e planos devem restringir-se ao imediato, com um fluxo constante de informação concisa e clara que os ajude a concentrar no essencial.
Necessitam de ajuda para estabelecer prioridades e começar a trabalhar.
Ser directo, sem qualquer ambiguidade relativamente aos prazos ou fases de execução dos projectos e actividades.
Evitar discursos do tipo “no meu tempo”, “quando tinha a tua idade”.

A não esquecer
São uma geração cheia de entusiasmo que traz uma perspectiva fresca e uma abordagem emotiva a tudo o que fazem. São viciados na aprendizagem e têm um domínio quase absoluto dos campos da informática e tecnologia, que sempre existiu nas suas vidas e cujos conhecimentos gostam de partilhar e ensinar aos outros.

(Continua)