quinta-feira, 18 de agosto de 2016

DISCURSO DIRECTO, por Nelson Bento

Esta é a minha visão, opinião individual e livre sobre a Fraternal Escotista de Portugal.
Eu entrei para a Fraternal pouco tempo depois de ter deixado a Associação dos Escoteiros de Portugal, porque o meu novo emprego me impedia de desenvolver o trabalho com os jovens ao fim de semana.
Durante estes quase seis anos escutei muitas críticas envolvendo o escotismo para adultos, acusado de nem ter qualquer sentido ou utilidade, um grupo de indivíduos que gostam de copos e festas, ou de o escotismo ser só para os jovens. Pois bem, vou responder mostrando o que fazemos e até porque, em certas circunstâncias, não existe outra associação em Portugal capaz de dar resposta.

1.“O Escotismo é só para jovens.” Será que sim?
Pessoalmente discordo. O escotismo não é, em primeiro lugar, uma actividade de tempos livres para os jovens, mas sim uma forma de se viver a vida seguindo o Compromisso de Honra Escotista. Sim, existe toda uma formação na juventude, onde são percorridas as seis áreas do desenvolvimento, com o objectivo de tornarmos os jovens escoteiros em adultos capazes de enfrentar os desafios da sociedade onde vivem, desfrutando da vida ao máximo e sendo felizes. Porém não deixamos de ser Escoteiros ao nos tornarmos adultos. Será que o único lugar para o adulto no escotismo é a formação dos jovens? Para mim não existe nada mais errado, pois nessa linha de pensamento perdem-se os valores escotistas e ensina-se o que não é praticado, porque só o jovem é escoteiro. O escotismo é a minha maneira de estar na vida, sou escoteiro hoje enquanto adulto como o era enquanto jovem, o Compromisso é para ser honrado na minha vida exactamente da mesma maneira. Eu sou muito grato por todos os dias po-der ser membro de uma pequena associação, onde os meus irmãos mais velhos partilham comigo as vivências escotistas, ensinando e aprendendo muito no espírito de partilha praticado por nós. Aprendi muito nestes quase seis anos de Fraternal, aprendi a lidar com debates de ideias de uma forma saudável. Podemos ser aguerridos na defesa do nosso ponto de vista, mas se outra for a escolha colectiva, vou trabalhar com o mesmo empenho e, depois do debate, vou muito feliz almoçar com a pessoa com quem estive a debater, porque é um irmão escoteiro de quem gosto muito e o respeito apesar de pensar de maneira diferente da minha. Também, tudo o que hoje sei sobre caminheirismo, aprendi no tempo em que estou na Fraternal, tendo a possibilidade de participar em actividades com outras associações. Sim a Fraternal sempre me apoiou muito na interacção com outras associações, para o meu desenvolvimento pessoal e hoje até posso dizer que um grupo juvenil está a aproveitar dessa minha aprendizagem.

2.“O Escotismo adulto é um grupo de amigos que só quer copos e festas.” Este é outro dos argumentos mais utilizados para criticar o escotismo adulto. É dos pensamentos mais errados que podem existir. Na central do Banco Alimentar aqui de Setúbal, eu vejo o empenho e dedicação da Fraternidade Nuno Alvares, não só nas campanhas mas em todo o ano, para recolher alimentos na luta contra a fome. Nós, na Fraternal, apesar de não termos estrutura para fazer algo de tal dimensão, também estamos presentes nas campanhas, com os que podem fazê-lo. Na nossa região da Fraternal em Setúbal, entre outros, tem sido desenvolvido trabalho com a Associação de Autismo, na promoção do escotismo nas escolas, apoio a grupos juvenis de escoteiros, promoção do escotismo (cem anos do escotismo na Região de Setúbal), etc. A mim, parece-me que isto vai muito para além de copos e festas. É verdade que não conseguimos ter a dinâmica dos movimentos juvenis mas, ao contrário das críticas, nós lutamos para praticarmos o escotismo em todos os dias da nossa vida, não somos pessoas que fomos escoteiros numa associação juvenil e, ao deixarmos a mesma, deixamos simplesmente de ser escoteiros. O Escotismo para mim começa na Alvorada de cada manhã da minha vida e termina no Silêncio do adormecer de cada noite. O verdadeiro escoteiro vive assim. O verdadeiro escoteiro é sempre escoteiro, pode continuar a conviver e a trabalhar junto de outros escoteiros na vida adulta, de forma livre, sem ser obrigado ao condicionalismo que muitos querem impor, da obrigatoriedade de ser dirigente para poder ser escoteiro adulto, por essa ordem de ideias só se é escoteiro quando se usa o lenço e durante o trabalho com os jovens. Discordo completamente e sei que para mim o escotismo é todo o meu viver, é a minha maneira de estar na vida.

3.“Eu nem nunca ouvi falar da tua associação”.
A minha associação é bem pequena, talvez uma das mais pequenas das associações portuguesas para o escotismo adulto, porém é a mais antiga e a mais preparada. Tenho muito orgulho em fazer parte dela. Até penso que, provavelmente, seria a única associação em Portugal que aceitaria Baden-Powell como seu associa-do, se ele quisesse ser escoteiro até aos oitenta e um anos como o foi, devido à sua a religião anglicana. Dá que pensar, se ele aparecesse hoje e ninguém soubesse quem ele era, apenas a Fraternal poderia conceder-lhe a oportunidade de ser escoteiro em Portugal. Mas a Fraternal vai muito mais longe e abre muitas mais por-tas para o futuro. Hoje no pequeno Núcleo local do qual faço parte, somos pioneiros na diferença, o Núcleo tem praticantes de quatro religiões diferentes, sim quatro, e trabalhamos com elementos que hoje não tem um lugar próprio na sociedade, o Escotismo Especial. Noutros países existem associações especializadas nesta área, mas infelizmente em Portugal ainda não o temos. A Fraternal é uma solução imediata para essa área mal desenvolvida no nosso país. Eu adoro estar com os elementos do nosso Núcleo, somos todos amigos, mesmo que bem diferentes uns dos outros, mas sempre com um ideal em comum, vamos tantas e tantas vezes beber um café, fazer uma viagem ou uma caminhada, para nós o importante são os laços que nos unem, os laços do Escotismo.
Para mim é um enorme orgulho ser membro da Fraternal Escotista de Portugal, uma pequena associação empenhada em viver o escotismo e dar esta mesma vivência a todos os adultos que a quiserem receber, não podia ficar calado ouvindo argumentos negativos de quem nem sequer imagina o que aqui se faz, em prol de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Sempre pronto a servir! 

Perfil de um Escoteiro adulto

Se um dia, alguém me pedisse para descrever o perfil de um verdadeiro escoteiro adulto, talvez o definisse como um indivíduo que ainda criança tivera a sorte de entrar para um Grupo de escoteiros onde encontrara chefes dedicados e competentes que o levaram a jogar “o jogo do Escotismo”, em todas as suas prerrogativas, lhe deram a conhecer a deliciosa aventura de viver com a Natureza e a importância da vivência em grupo, ajudando-o a descobrir os Princípios e Valores que o Método cultiva. Ensinaram-lhe a conhecer-se, a superar-se e a respeitar a si próprio e aos outros. A aprender fazendo, valorizando os conhecimentos dos demais e participando com interesse e disponibilidade nas tarefas colectivas.

       Ao crescer, desenvolvera os seus conhecimentos, traçando o seu projecto pessoal de vida, com a segurança de quem sabe “conduzir a sua canoa” e com respeito pelos que o rodeiam, cultivando os valores aprendidos no Escotismo e, no momento próprio, numa opção consciente, trocou as fantasias do “jogo” e da aventura pela interiorização do Compromisso assumido e tornado opção de vida, valorizando os ensinamentos escotistas numa postura de cidadania e de responsabilização perante si próprio e a sociedade, da qual se assume cidadão interveniente e responsável.

       Confesso que tenho a felicidade de conhecer (ou ter conheci-do) pessoas assim, cidadãos conscientes da sua posição na sociedade, profissionais competentes, probos e respeitados que, naturalmente se afirmam escoteiros, testemunhando a importância do Escotismo na sua formação, enquanto homens (ou mulheres) e cidadãos conscientes e úteis.


Todos os que nos afirmamos escoteiros, deveríamos ser assim, não acham?
Mariano Garcia

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO E DE DOCUMENTAÇÃO DO ESCOTISMO E MUSEU da Associação dos Escoteiros de Portugal

Protocolo de colaboração

Entre
A Associação dos Escoteiros de Portugal, associação educativa para jovens, sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública, com NIF 500989109 e sede na Travessa das Galeotas nº 1, 1300-264 Lisboa, doravante denominada AEP, neste ato representada pela Chefia Nacional, na pessoa do Escoteiro Chefe Nacional José Araújo e do Escoteiro Chefe Nacional Adjunto Victor Santos.

e

A Fraternal Escotista de Portugal, com o NIF 506296156, associação para adultos, civil, de carácter educativo e social, aberta a todos, sem fins lucrativos, destinada ao desenvolvimento permanente dos seus membros e à divulgação do
Escotismo, com sede na Rua de São Paulo nº 254, 1º, 1200 –
430 Lisboa, doravante denominada Fraternal, neste acto
representada pela Direção, na pessoa de Rui Horácio Filipe de Macedo,


1. Introdução
A Fraternal e a AEP, (cujo Conselho Permanente aprovou na sua reunião de Novembro de 2014 por unanimidade, a proposta da Fraternal), considerando a grande importância e a riqueza patrimonial que representa para uma instituição como a AEP a criação de um Centro de Interpretação e Documentação do Escotismo [CIDE] e de um Museu Escotista [ME], dedicado à recolha e tratamento de um acervo que testemunhe o seu passado histórico e os Valores do Movimento Escotista,  ntendem ser de muito interesse o reforço da cooperação entre as duas instituições, pelo que através dos seus legítimos representantes, celebram o presente Protocolo.

Objectivos
Considerando:
- A necessidade de inventariar, catalogar e conservar os espólios históricos da AEP e da Fraternal, guardando os objetos em condições que lhes assegure o acesso fácil para fins de exposição ou estudo;
- A necessidade de promover a recolha de espólios de particulares e de Grupos de Escoteiros, ou a sua cedência temporária ou definitiva;
- A necessidade de incentivar a dádiva de espólios provenientes de particulares, Grupos de Escoteiros, Regiões ou de quaisquer outras origens, garantindo que passam a ser património
da AEP;
- A necessidade de organizar exposições e realizar pesquisas documentais;

as partes comprometem-se a colaborar entre si, tendo em vista a prossecução dos seguintes objectivos gerais:
- Promover a protecção e divulgação de documentos, objetos e imagens relacionados com a história da Associação dos Escoteiros de Portugal e do Escotismo em geral;
- Providenciar a obtenção de espaço com boa localização e condições para funcionamento do CIDE e do ME;
- Promover a divulgação dos Valores fundamentais do Escotismo e do seu Método;
- Sensibilizar os escoteiros e visitantes para os percursos históricos, ao longo de mais de um século de existência da AEP, e de mais de 65 anos da Fraternal, enquanto apoiante da acção da AEP;
- Servir como Arquivo de material e documentação escotista, disponibilizando documentos e obras escotistas para consulta.

2. Ações a empreender
- Inventariar, catalogar e conservar o espólio histórico da AEP e da Fraternal;
- Conceber a divisão dos espaços, assim como os percursos de visitas de cada um deles, produzindo para isso o Programa-Base do CIDE e ME;
- Elaborar a proposta de um regulamento interno a aprovar por cada uma das associações, que deverá para além de outras matérias, definir a composição da futura Equipa responsável e as suas funções, a política de segurança e a política de gestão dos espólios;
- Propor um logótipo;
- Equacionar a sustentabilidade financeira do projecto e a divulgação do CIDE e ME;
- Definir um Plano de Obras e Investimentos tendo em vista
montar a exposição permanente do ME;
- Promover a realização de iniciativas de divulgação do ME (por exemplo exposições temporárias e itinerantes, visitas de escolas e de outros grupos organizados, presença nas redes sociais, etc).

3. Gestão do Protocolo
A gestão do protocolo caberá a um Grupo de Trabalho (Equipa Instaladora), que a Fraternal coordenará, encarregado da organização e funcionamento dos diversos serviços e tarefas
que permitam alcançar os objectivos gerais do projecto.
Este Grupo de Trabalho será constituído, por cinco elementos, no qual a AEP participará permanentemente nomeando dois representantes e a Fraternal três.

4. Encargos financeiros
Caberá à AEP providenciar a obtenção de local provisório e de condições de funcionamento, enquanto não existir espaço próprio, assim como a obtenção e existência de condições
financeiras para a sua concretização.

5. Duração, alteração e denúncia do protocolo
O presente protocolo terá a duração de dois anos e automaticamente renovado por iguais períodos, se não for por qualquer das partes denunciado com a antecedência de 90 dias. Poderá
ainda ser revogado em qualquer momento, mediante expresso acordo mútuo ou por qualquer das partes, dentro do princípio da boa-fé, quando ocorra situação que deva considerar-se justa causa de resolução, mediante prévia comunicação escrita.
Durante a vigência do protocolo poderão ser introduzidas alterações, as quais, efectuadas mediante expresso acordo mútuo e após formalização, passarão a ser parte integrante do protocolo.

6. Avaliação
Os resultados alcançados serão avaliados semestralmente, por ambos os parceiros, a meio e no final de cada ano civil, enquanto durar o projecto, devendo ser objecto de parecer escrito, quer da Chefia Nacional da AEP, quer da Direcção da Fraternal.

7. Resolução de conflitos
As partes comprometem-se a resolver de forma amigável qualquer litígio que possa surgir da execução do presente protocolo.

8. Bens da Fraternal
Os bens próprios da Fraternal continuarão a ser sua propriedade, assim como aqueles que lhe forem doados directamente.
Objectos e documentos da Fraternal poderão ser cedidos temporariamente ao CDIE e ao ME com a aprovação da Direção. A cedência definitiva de objetos e documentos, poderá ocorrer, sob proposta da Direção e depois de aprovada pela Conferência Nacional da Fraternal.
Lisboa, 27 de Abril de 2015
A Chefia Nacional da AEP
A Direcção da Fraternal

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tomou posse o Grupo de Trabalho para a criação do CENTRO DE INTERPRETAÇÃO E DE DOCUMENTAÇÃO DO ESCOTISMO E MUSEU da Associação dos Escoteiros de Portugal

No dia 21 de Novembro, decorreu no PNEC a Cerimónia de Posse dos elementos que constituem o Grupo de Trabalho para a criação do Centro de Interpretação e Documentação do Escotismo e do Museu Escotista da AEP.
A cerimónia, que decorreu com muita simplicidade, durante a hora do almoço dos participantes no Conselho Permanente da AEP, que estava a decorrer naquele local, foi presidida pelo Escoteiro-Chefe Nacional, que leu o Acto de Posse, que foi depois assinado pelos cinco elementos que passam a constituir o referido Grupo de Trabalho, que são os seguintes: Mariano Garcia, Duarte Mendonça e Cristiano Caixeiro, em representação da Fraternal e Pedro Balsemão Silveira e Cláudio Marrana, como representantes da AEP.
A posse foi outorgada, conjuntamente, pelo Escoteiro-Chefe Nacional e pelo Presidente da direcção da Fraternal.
Finalizado o Acto, Mariano Garcia, coordenador do Grupo, usou da palavra para dizer da sua satisfação pelo projecto agora iniciado e afirmar “muito se espera deste Grupo de Trabalho, do seu dinamismo, da sua capacidade imaginativa e do seu empenho para levarmos por diante a tarefa cicló-pica em que nos vamos envolver…”, manifestando a sua esperança no resultado final, para o que conta “com o indispensável apoio das duas Associações envolvidas e de todos os seus elementos, estejam nos Grupos, nas Regiões, ou nos Serviços Centrais…

EM ALCOCHETE Um novo NÚCLEO da Fraternal

Decorreu no passado dia 15 de Novembro, numa quinta em Alcochete, a cerimónia de inauguração do Núcleo Local da Fraternal, daquela localidade.

A cerimónia foi presidida pelo Delegado da Fraternal para o Distrito de Setúbal, o Companheiro Paulino Lopes, e contou com a presença de 3 elementos da Direcção Nacional, de membros dos Núcleos de Setúbal, de Azeitão, de outros associados da Fraternal, de famíliares e amigos, assim como de uma delegação do grupo n.º 255 de Alcochete, da AEP.

O Companheiro Paulo Barbosa, prestou na altura o seu Compromisso como Coordenador do Núcleo, compro-metendo-se a garantir o normal funcionamento do Núcleo, cumprindo e fazendo cumprir os Estatutos e Regulamento Geral da Fraternal e, bem assim, empenhar-se na execução do Programa de Acção estabelecido.

O Núcleo nesta fase é formado por 10 elementos, todos oriundos do Núcleo de Setúbal, e com a investidura realizada há já vários meses.


Paulino Lopes tomou posse como Delegado da Fraternal para o Distrito de Setúbal

De acordo com o previsto no art.º 22 dos nossos Estatutos, a Direcção nomeou o Companheiro Paulino Lopes, Delegado para o Distrito de Setúbal.
A tomada de posse decorreu no passado dia 15 de Novembro, em Alcochete, em cerimónia presidida pelo Presidente da Direcção da Fraternal, estando também presentes o Vice-presidente, o Tesoureiro Nacional, assim como elementos dos Núcleos de Setúbal e de Azeitão, e outros membros da Fraternal, familiares e amigos. À cerimónia assistiram também elementos do Grupo n.º 255 de Alcochete, da AEP.

O Companheiro Paulino Lopes continua, igualmente, a exercer a Coordenação do Núcleo de Setúbal.

O Centenário do Escotismo na cidade do Montijo




A cerimónia contou com a presença do Presidente da C. M. do Montijo, Nuno Canta, elementos da Direcção da Fraternal e dos Núcleos de Setúbal e Alcochete (em formação), dirigentes regionais da AEP, bem como todo o numeroso efectivo do Grupo n. 123, seus familiares e amigos.
Paulino Lopes, o coordenador do Núcleo de Setúbal e principal impulsionador do evento, explicou as razões daquela homenagem e realçou que “era impossível deixar passar despercebido este marco tão importante na história da AEP”, e acrescentou: “Com esta cerimónia queremos olhar para o passado para preparar melhor o futuro. Este evento é, pois, de todos aqueles que acreditam que, com o Movimento escotista podemos contribuir para um mundo melhor”.
O Presidente da C. M. do Montijo na sua entusiástica alocução, elogiou o trabalho cívico desenvolvido pelos escoteiros no seu Concelho e valorizou o discurso do coordenador do Núcleo de Setúbal, afirmando: “esta data não se esgota na simples evocação do passado, mas olhamos para o passado como ensinamento para o presente e como abertura para o futuro! O sentido mais profundo desta cerimónia é renovar o nosso empenhamento no combate pela solidariedade e reafirmar a nossa vontade pela igualdade”.

Apesar de pouco documentado, sabe-se que o Escotismo deu os primeiros passos na cidade do Montijo (então Vila de Aldeia Galega do Ribatejo) em 1915, com a fundação do Grupo n. 20 da Associação dos Escoteiros de Portugal.