Saturday, March 31, 2012

CONSELHO NACIONAL APROVA NOVOS ESTATUTOS

Teve lugar no dia 24 de Março, na Sede Nacional, em reunião ordinária, o Conselho Nacional da Fraternal.

No período antes da Ordem de Trabalhos, o nosso companheiro Artur Grilo, em representação da Chefia Nacional, dirigiu algumas palavras de incitamento aos presentes, enaltecendo também, o trabalho em parceria levado a cabo no último ano, pelas duas associações.

O periodo da Ordem de Trabalhos iniciou-se com a apresentação do Relatório e Contas do exercício de 2011, que foi aprovado por unanimidade.

Seguiu-se a apresentação, discussão e voação das restantes propostas apresentadas pelo Conselho Director, todas aprovadas sem votos contra.

Ponto importante da reúnião, foi a aprovação dos novos Estatutos da Fraternal, que entre outras, contém a alteração da denominação. Encerra-se assim um ciclo de 62 anos da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal, assumindo a Fraternal Escotista de Portugal como seu, todo o passado histórico daquela, e inicia-se um novo período que se deseja mais influente junto da sociedade e dos jovens.

Indicam os cinco primeiros artigos dos novos Estatutos, relativos à Natureza e Fins da Fraternal:

Artigo 1.º - Definição
A Fraternal Escotista de Portugal, abreviadamente FRATERNAL, é uma organização para adultos, civil, de carácter educativo e social, aberta a todos, sem distinção de género, origem, etnia ou credo, de livre adesão, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, destinada ao desenvolvimento permanente dos seus membros e à divulgação do Escotismo.

Artigo 2.º - Proveniência
A FRATERNAL dá continuidade à acção da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal [FAEP], associação criada a onze de Março de mil novecentos e cinquenta, como um departamento da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), com o objectivo de congregar os antigos Escoteiros dessa Associação, assumindo como seu, todo o passado histórico daquela.

Artigo 3.º - Finalidade
1. A FRATERNAL tem por finalidade agregar antigos Escoteiros com vontade de continuar a viver o espírito Escotista, assim como outros adultos que se identifiquem com os princípios e valores do movimento estabelecido por Baden-Powell;
2. A FRATERNAL tem por missão promover, apoiar e agir junto dos seus membros, encorajando-os a conservar sempre bem vivo o espírito do Compromisso de Honra e da Lei do Escoteiro e, num processo de contínuo desenvolvimento pessoal, ajudá-los a transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham, prestando serviço activo a essas comunidades, mobilizando-as e à sociedade em geral:
a. Na divulgação e apoio activo ao Escotismo, em especial à Associação dos Escoteiros de Portugal;
b. Na promoção da paz e do bem-estar social, numa perspectiva de formação ao longo da vida e de educação para a cidadania;
c. Na educação ambiental e protecção da natureza e dos cidadãos;
d. No estímulo ao empreendedorismo, criatividade e inovação;
e. Na cultura, desporto e lazer;
f. Na integração social, desenvolvimento comunitário e cooperação para o desenvolvimento ao nível internacional.


Artigo 4.º - Independência
A FRATERNAL afirma a sua neutralidade partidária e religiosa, aceitando e respeitando as convicções individuais dos seus associados, a quem são vedadas, no entanto, quaisquer manifestações de proselitismo no seu seio.

Artigo 5.º - Interacção Mundial e Nacional
1. A FRATERNAL é membro fundador da International Scout and Guide Fellowship [ISGF] / Amitié Internationale Scout et Guide [AISG], na qual participa nos termos destes Estatutos e no respeito pela Constituição daquela entidade;
2. A FRATERNAL é, também, membro fundador do Comité de Amizade dos Antigos Escoteiros e Guias [AEG] na qual participa nos termos destes Estatutos e de acordo com o Regimento de funcionamento daquela entidade;
3. A FRATERNAL pode, nos termos dos presentes Estatutos, filiar-se, cooperar ou estabelecer parcerias com organizações nacionais e internacionais, cujo objecto, finalidade e actividade sejam compatíveis com os princípios do movimento Escotista e as finalidades associativas determinadas nestes Estatutos;
4. A FRATERNAL procurará manter com as outras organizações em geral e com a AEP em especial, a todos os níveis e por intermédio dos respectivos órgãos, as mais cordiais, fraternais e permanentes relações.



Neste Conselho foi também eleita, por escrutinio secreto, sem votos contra, a lista única candidata aos Órgãos Nacionais, que anteriormente foi divulgada neste blog.

Saturday, March 10, 2012

PROGRAMA DE ACÇÃO

Conforme é estipulado pelo Regulamento da Fraternal, foi apresentado pelo candidato a Presidente do Conselho Director, o Programa de Acção proposto para o triénio, que se divulga:

Caros Companheiros

Numa breve análise do triénio que acaba de terminar, observando o que de melhor e pior ele nos proporcionou chega-se à conclusão que, não obstante uma aplicação esforçada do Conselho Director, os resultados ficaram muito aquém do desejável.

Não fomos ainda capazes de encontrar a fórmula para garantir o desejado crescimento, a participação dos associados, o entrosamento com os grupos da AEP e uma intervenção social visível e actuante.

Propusemo-nos encetar a tarefa de modernizar e fortalecer a FAEP estabelecendo uma diferença conceptual, considerando que se torna necessário que sejamos uma associação comprometida com a educação dos jovens, ensinando-os a amar a natureza, a serem solidários e tolerantes, e também comprometida com a sociedade em geral.

Defendemos viver e testemunhar os valores do Escotismo, ou seja passar a vida percorrendo o caminho em direcção à felicidade, alicerçada nos valores universais expressos na Promessa e na Lei.

Cremos que, mais na idade adulta, o ser fiel à Promessa, a lealdade, o amor pela natureza, a fraternidade universal, o serviço aos outros, são as palavras-chave para todos os adultos que se querem tornar úteis à sociedade e com os quais se pode contar.

É na idade adulta que a nossa personalidade atinge o auge das nossas capacidades intelectuais, emocionais e de relação com os outros. Por isso, é o momento em que podemos mais eficazmente testemunhar os valores do Escotismo, assumindo as nossas próprias responsabilidades nas comunidades onde vivemos.

Hoje, face aos desafios da modernidade, o método Escotista é ainda uma referência válida para aqueles que querem desempenhar o seu papel e viver a experiência da aventura da vida dando-lhe um sentido e uma direcção certas.

Em alguns aspectos, a globalização e as comunicações mais fáceis ajudam a viver mais facilmente a dimensão da fraternidade mundial e a construção dum mundo melhor do que aquele que encontrámos.

Viver hoje os valores Escotistas, é ter a coragem de assumir as mais altas responsabilidades, procurar as melhores soluções sem nos deixarmos desencorajar pelas dificuldades, mas estarmos SEMPRE PRONTOS a fazer o melhor em todas as situações, para nos tornarmos úteis.

O amor pela aventura - que é uma característica escotista - deve levar-nos a envolver os nossos recursos para que as mudanças no seio da sociedade sejam direccionadas – segundo os Princípios da ISGF – para a defesa da vida, da protecção dos direitos fundamentais, da construção da paz, da defesa dos mais fracos, da preservação e da expansão das áreas da educação e da liberdade.

Consideramos que os nossos membros devem ser incitados a testemunhar os valores em que crêem, de modo a que o seu exemplo possa ser útil às novas gerações. É talvez a função principal da “maioridade”, que deve ser plenamente cumprida e interpretada de modo a que ela possa tornar-se presente, incitar à mudança e ao serviço comunitário.

A ajuda ao Escotismo da AEP tem sido sempre um dos objectivos mais importantes na Fraternal. É justamente para assegurar este objectivo que é do interesse de todos que importa ter uma Fraternal forte.

O apoio ao Movimento da AEP poderá ter lugar a três níveis:
A nível local, no Grupo Escoteiro, e com maior assistencia se ele tiver a seu lado um Núcleo Local [Guilda] da Fraternal.
Para ajudar os Chefes em serviço activo no grupo, os membros da Fraternal podem ajudá-los em algumas tarefas práticas, de modo a permitir disponibilizar aos Chefes mais tempo, podem fornecer a mão-de-obra para os campos de verão, para os acontecimentos especiais, etc.

A nivel regional e nacional, a presença dos membros da Fraternal será útil para sublinhar, perante as autoridades e a opinião pública, que o Escotismo não é somente uma organização para crianças e jovens, mas que ele deve ser também um empenho/obrigação dos adultos na sociedade. Além disso, em colaboração com a AEP, os membros podem contribuir, graças às suas competências, em alguns acontecimentos, como acampamentos nacionais ou conferências e organizar em conjunto iniciativas de cooperação em favor dos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo entendemos dever sublinhar que o recrutamento dos nossos membros deve ter lugar sob formas que não possam constituir, nem sequer indirectamente ou a distância, uma forma de concorrência à gestão dos recursos adultos da AEP.

Rui Horácio Macedo

PROGRAMA PARA 20012 / 2014
Considerando as necessidades sentidas nos últimos anos, e continuando na linha de actuação proposta para o triénio anterior, ou seja prosseguindo o caminho da transformação da Fraternal numa associação de escoteiros adultos, propomos o seguinte Plano de Acção, baseado em quatro áreas fundamentais:


Visibilidade e Comunicação
- Assegurar a continuidade e melhoria do Boletim – O COMPANHEIRO;
- Incentivar os membros a usar o emblema [da Fellowship] e os uniformes;
- Criar um novo site, manter mais dinâmico o blog www.faep.blogspot.com e melhorar com informação mais permanente a conta no facebook;
- Promover informação sobre o Escotismo Adulto;
- Incrementar as relações institucionais (entre associações congéneres);
- Promover acções de formação informal.
- Celebrar o 60.º aniversário da ISGF [2013];
- Criar uma equipa de actividades.
Cooperação
- Apoiar a AEP, nomeadamente:
. Na contribuição para a elaboração de um acervo histórico, que venha a permitir fazer a história dos Escoteiros de Portugal;
. Na criação de um Museu virtual;
. Na ajuda às actividades nacionais e regionais;
. Na colaboração das actividades do centenário do Escotismo em Portugal;
- Estabelecer projectos de parcerias;
- Incentivar actividades sociais, convidando os pais a nelas participar.
Modernização
- Rever o Regulamento Geral;
- Organizar o arquivo e promover melhoramentos e limpeza da sede nacional;
- Criar uma base de dados informática.
Sustentabilidade
- Promover a angariação de donativos e o equilíbrio financeiro;
- Promover a entrada de novos membros;
- Criar novos Núcleos Locais [Guildas]

Lista candidata aos órgãos sociais da FAEP

Até ao momento apenas é conhecida uma lista candidata aos órgãos sociais da FAEP para o próximo triénio - 2012 /14 - e com a seguinte composição:

Mesa do Conselho Nacional
Pedro Jorge Maurício Jacobetty Vieira - Presidente
Feliciano Domingues Garcia Parra - Vice-Presidente
Afonso Mariano P. Inglês - Secretário

Conselho Director
Rui Horácio Filipe de Macedo - Presidente
João Constantino - Vice-Presidente
Mariano Garcia Inácio - Secretário
Victor Manuel Pereira Santos
Sara Maria Milreu C. de Almeida Rocha - Secretária das Relações Internacionais

Conselho Fiscal e Jurisdicional
Ricardo José Daniel Coimbra - Presidente
João Paulo Alves Constantino - Vice-Presidente
Cátia Sofia Guedes Santos Romão - Secretária Relator

CONSELHO NACIONAL


O Conselho Nacional da Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal está marcado para o dia 24 de Março de 2012, pelas 11.00 horas, na Sede Nacional, na Rua de S. Paulo, 254, 1.º andar, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Relatório de Actividades e Contas de 2011
a) Apresentação pelo Conselho Director;
b) Apresentação pelas Delegações/Núcleo (Guimarães, Porto e Setúbal);
c) Deliberação sobre o Relatório de Actividades e Contas de 2011.

2. Deliberação sobre as propostas do Conselho Director:
a) Alteração dos Estatutos;
b) Alteração ao art.º 078 do Regulamento Geral;
c) Alteração da estrutura associativa e distribuição das quotizações dos Núcleos.

3. Eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2012 / 2014

4. Plano de Actividades e Orçamento para 2012
a) Apresentação pelo Conselho Director;
b) Apresentação pelas Delegações/Núcleos (Guimarães, Porto e Setúbal);
c) Deliberação sobre o Plano de Actividades e Orçamento para 2012.