Friday, December 18, 2015

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO E DE DOCUMENTAÇÃO DO ESCOTISMO E MUSEU da Associação dos Escoteiros de Portugal

Protocolo de colaboração

Entre
A Associação dos Escoteiros de Portugal, associação educativa para jovens, sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública, com NIF 500989109 e sede na Travessa das Galeotas nº 1, 1300-264 Lisboa, doravante denominada AEP, neste ato representada pela Chefia Nacional, na pessoa do Escoteiro Chefe Nacional José Araújo e do Escoteiro Chefe Nacional Adjunto Victor Santos.

e

A Fraternal Escotista de Portugal, com o NIF 506296156, associação para adultos, civil, de carácter educativo e social, aberta a todos, sem fins lucrativos, destinada ao desenvolvimento permanente dos seus membros e à divulgação do
Escotismo, com sede na Rua de São Paulo nº 254, 1º, 1200 –
430 Lisboa, doravante denominada Fraternal, neste acto
representada pela Direção, na pessoa de Rui Horácio Filipe de Macedo,


1. Introdução
A Fraternal e a AEP, (cujo Conselho Permanente aprovou na sua reunião de Novembro de 2014 por unanimidade, a proposta da Fraternal), considerando a grande importância e a riqueza patrimonial que representa para uma instituição como a AEP a criação de um Centro de Interpretação e Documentação do Escotismo [CIDE] e de um Museu Escotista [ME], dedicado à recolha e tratamento de um acervo que testemunhe o seu passado histórico e os Valores do Movimento Escotista,  ntendem ser de muito interesse o reforço da cooperação entre as duas instituições, pelo que através dos seus legítimos representantes, celebram o presente Protocolo.

Objectivos
Considerando:
- A necessidade de inventariar, catalogar e conservar os espólios históricos da AEP e da Fraternal, guardando os objetos em condições que lhes assegure o acesso fácil para fins de exposição ou estudo;
- A necessidade de promover a recolha de espólios de particulares e de Grupos de Escoteiros, ou a sua cedência temporária ou definitiva;
- A necessidade de incentivar a dádiva de espólios provenientes de particulares, Grupos de Escoteiros, Regiões ou de quaisquer outras origens, garantindo que passam a ser património
da AEP;
- A necessidade de organizar exposições e realizar pesquisas documentais;

as partes comprometem-se a colaborar entre si, tendo em vista a prossecução dos seguintes objectivos gerais:
- Promover a protecção e divulgação de documentos, objetos e imagens relacionados com a história da Associação dos Escoteiros de Portugal e do Escotismo em geral;
- Providenciar a obtenção de espaço com boa localização e condições para funcionamento do CIDE e do ME;
- Promover a divulgação dos Valores fundamentais do Escotismo e do seu Método;
- Sensibilizar os escoteiros e visitantes para os percursos históricos, ao longo de mais de um século de existência da AEP, e de mais de 65 anos da Fraternal, enquanto apoiante da acção da AEP;
- Servir como Arquivo de material e documentação escotista, disponibilizando documentos e obras escotistas para consulta.

2. Ações a empreender
- Inventariar, catalogar e conservar o espólio histórico da AEP e da Fraternal;
- Conceber a divisão dos espaços, assim como os percursos de visitas de cada um deles, produzindo para isso o Programa-Base do CIDE e ME;
- Elaborar a proposta de um regulamento interno a aprovar por cada uma das associações, que deverá para além de outras matérias, definir a composição da futura Equipa responsável e as suas funções, a política de segurança e a política de gestão dos espólios;
- Propor um logótipo;
- Equacionar a sustentabilidade financeira do projecto e a divulgação do CIDE e ME;
- Definir um Plano de Obras e Investimentos tendo em vista
montar a exposição permanente do ME;
- Promover a realização de iniciativas de divulgação do ME (por exemplo exposições temporárias e itinerantes, visitas de escolas e de outros grupos organizados, presença nas redes sociais, etc).

3. Gestão do Protocolo
A gestão do protocolo caberá a um Grupo de Trabalho (Equipa Instaladora), que a Fraternal coordenará, encarregado da organização e funcionamento dos diversos serviços e tarefas
que permitam alcançar os objectivos gerais do projecto.
Este Grupo de Trabalho será constituído, por cinco elementos, no qual a AEP participará permanentemente nomeando dois representantes e a Fraternal três.

4. Encargos financeiros
Caberá à AEP providenciar a obtenção de local provisório e de condições de funcionamento, enquanto não existir espaço próprio, assim como a obtenção e existência de condições
financeiras para a sua concretização.

5. Duração, alteração e denúncia do protocolo
O presente protocolo terá a duração de dois anos e automaticamente renovado por iguais períodos, se não for por qualquer das partes denunciado com a antecedência de 90 dias. Poderá
ainda ser revogado em qualquer momento, mediante expresso acordo mútuo ou por qualquer das partes, dentro do princípio da boa-fé, quando ocorra situação que deva considerar-se justa causa de resolução, mediante prévia comunicação escrita.
Durante a vigência do protocolo poderão ser introduzidas alterações, as quais, efectuadas mediante expresso acordo mútuo e após formalização, passarão a ser parte integrante do protocolo.

6. Avaliação
Os resultados alcançados serão avaliados semestralmente, por ambos os parceiros, a meio e no final de cada ano civil, enquanto durar o projecto, devendo ser objecto de parecer escrito, quer da Chefia Nacional da AEP, quer da Direcção da Fraternal.

7. Resolução de conflitos
As partes comprometem-se a resolver de forma amigável qualquer litígio que possa surgir da execução do presente protocolo.

8. Bens da Fraternal
Os bens próprios da Fraternal continuarão a ser sua propriedade, assim como aqueles que lhe forem doados directamente.
Objectos e documentos da Fraternal poderão ser cedidos temporariamente ao CDIE e ao ME com a aprovação da Direção. A cedência definitiva de objetos e documentos, poderá ocorrer, sob proposta da Direção e depois de aprovada pela Conferência Nacional da Fraternal.
Lisboa, 27 de Abril de 2015
A Chefia Nacional da AEP
A Direcção da Fraternal

Monday, December 14, 2015

Tomou posse o Grupo de Trabalho para a criação do CENTRO DE INTERPRETAÇÃO E DE DOCUMENTAÇÃO DO ESCOTISMO E MUSEU da Associação dos Escoteiros de Portugal

No dia 21 de Novembro, decorreu no PNEC a Cerimónia de Posse dos elementos que constituem o Grupo de Trabalho para a criação do Centro de Interpretação e Documentação do Escotismo e do Museu Escotista da AEP.
A cerimónia, que decorreu com muita simplicidade, durante a hora do almoço dos participantes no Conselho Permanente da AEP, que estava a decorrer naquele local, foi presidida pelo Escoteiro-Chefe Nacional, que leu o Acto de Posse, que foi depois assinado pelos cinco elementos que passam a constituir o referido Grupo de Trabalho, que são os seguintes: Mariano Garcia, Duarte Mendonça e Cristiano Caixeiro, em representação da Fraternal e Pedro Balsemão Silveira e Cláudio Marrana, como representantes da AEP.
A posse foi outorgada, conjuntamente, pelo Escoteiro-Chefe Nacional e pelo Presidente da direcção da Fraternal.
Finalizado o Acto, Mariano Garcia, coordenador do Grupo, usou da palavra para dizer da sua satisfação pelo projecto agora iniciado e afirmar “muito se espera deste Grupo de Trabalho, do seu dinamismo, da sua capacidade imaginativa e do seu empenho para levarmos por diante a tarefa cicló-pica em que nos vamos envolver…”, manifestando a sua esperança no resultado final, para o que conta “com o indispensável apoio das duas Associações envolvidas e de todos os seus elementos, estejam nos Grupos, nas Regiões, ou nos Serviços Centrais…

EM ALCOCHETE Um novo NÚCLEO da Fraternal

Decorreu no passado dia 15 de Novembro, numa quinta em Alcochete, a cerimónia de inauguração do Núcleo Local da Fraternal, daquela localidade.

A cerimónia foi presidida pelo Delegado da Fraternal para o Distrito de Setúbal, o Companheiro Paulino Lopes, e contou com a presença de 3 elementos da Direcção Nacional, de membros dos Núcleos de Setúbal, de Azeitão, de outros associados da Fraternal, de famíliares e amigos, assim como de uma delegação do grupo n.º 255 de Alcochete, da AEP.

O Companheiro Paulo Barbosa, prestou na altura o seu Compromisso como Coordenador do Núcleo, compro-metendo-se a garantir o normal funcionamento do Núcleo, cumprindo e fazendo cumprir os Estatutos e Regulamento Geral da Fraternal e, bem assim, empenhar-se na execução do Programa de Acção estabelecido.

O Núcleo nesta fase é formado por 10 elementos, todos oriundos do Núcleo de Setúbal, e com a investidura realizada há já vários meses.


Paulino Lopes tomou posse como Delegado da Fraternal para o Distrito de Setúbal

De acordo com o previsto no art.º 22 dos nossos Estatutos, a Direcção nomeou o Companheiro Paulino Lopes, Delegado para o Distrito de Setúbal.
A tomada de posse decorreu no passado dia 15 de Novembro, em Alcochete, em cerimónia presidida pelo Presidente da Direcção da Fraternal, estando também presentes o Vice-presidente, o Tesoureiro Nacional, assim como elementos dos Núcleos de Setúbal e de Azeitão, e outros membros da Fraternal, familiares e amigos. À cerimónia assistiram também elementos do Grupo n.º 255 de Alcochete, da AEP.

O Companheiro Paulino Lopes continua, igualmente, a exercer a Coordenação do Núcleo de Setúbal.

O Centenário do Escotismo na cidade do Montijo




A cerimónia contou com a presença do Presidente da C. M. do Montijo, Nuno Canta, elementos da Direcção da Fraternal e dos Núcleos de Setúbal e Alcochete (em formação), dirigentes regionais da AEP, bem como todo o numeroso efectivo do Grupo n. 123, seus familiares e amigos.
Paulino Lopes, o coordenador do Núcleo de Setúbal e principal impulsionador do evento, explicou as razões daquela homenagem e realçou que “era impossível deixar passar despercebido este marco tão importante na história da AEP”, e acrescentou: “Com esta cerimónia queremos olhar para o passado para preparar melhor o futuro. Este evento é, pois, de todos aqueles que acreditam que, com o Movimento escotista podemos contribuir para um mundo melhor”.
O Presidente da C. M. do Montijo na sua entusiástica alocução, elogiou o trabalho cívico desenvolvido pelos escoteiros no seu Concelho e valorizou o discurso do coordenador do Núcleo de Setúbal, afirmando: “esta data não se esgota na simples evocação do passado, mas olhamos para o passado como ensinamento para o presente e como abertura para o futuro! O sentido mais profundo desta cerimónia é renovar o nosso empenhamento no combate pela solidariedade e reafirmar a nossa vontade pela igualdade”.

Apesar de pouco documentado, sabe-se que o Escotismo deu os primeiros passos na cidade do Montijo (então Vila de Aldeia Galega do Ribatejo) em 1915, com a fundação do Grupo n. 20 da Associação dos Escoteiros de Portugal.

Sunday, October 11, 2015


Marinha Ensina Socorrismo a Escoteiros.

No dia 5 de setembro o Companheiro Hélder Duarte e Silva, elemento da Direção da Fraternidade, ministrou Treino de Suporte Básico de Vida para elementos adultos do Grupo 11  Odivelas da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), no Alfeite. 


O treino foi ministrado na qualidade de Primeiro-tenente Médico Naval, Chefe do Centro de Treino Prático de Socorrismo da Marinha Portuguesa.


O Camarada Fred José Dias Bastos, Oficial da unidade e antigo escoteiro do 11 também por lá deu um pulinho... Por sorte, estava de serviço à Escola de Tecnologias Navais!


Esta ação visou dotar os dirigentes e caminheiros do Grupo 11 com conhecimentos de Suporte Básico de Vida, que lhes servirão e aos elementos do Grupo, nas actividades que desenvolvem. Foi um excelente exemplo de como a Fraternal pode ajudar a criar pontes entre organismos da AEP e a Sociedade.


O treino em socorrismo é um assunto muito sério, mas respeitando as melhores tradições da marinha e do Escotismo, decorreu de modo muito descontraído, divertido e enriquecedor, tanto para formandos como para formadores.


Ficamos na esperança que o Chefe Álvaro de Melo Machado1, apesar de há muito ter partido para o Eterno Acampamento, tenha notícia desta actividade que juntou as três organizações que mais amou.


1- O Chefe Álvaro de Melo Machado foi Comandante da Marinha Portuguesa, Fundador da Associação dos Escoteiros de Portugal e Fundador da Fraternal Escotista de Portugal (então designada de Fraternal dos Antigos Escoteiros de Portugal)


Saturday, April 4, 2015

57.ª CONFERÊNCIA NACIONAL DA FRATERNAL

Realizou-se no passado sábado, dia 21 de Março, a 57.ª Conferência Nacional.

A Conferência aprovou o Relatório e Contas de 2014, alterações ao Regulamento Geral, o Plano de Actividades e o Orçamento para 2015.
Elegeu (por unanimidade) o Companheiro João Constantino Membro de Mérito.
Homologou a proposta de estatutos da Federação dos Escoteiros e Guias Adultos de Portugal [FEGA_Portugal].


Elegeu os ÓRGÃOS DA FRATERNAL para o TRIÉNIO 2015/18
Mesa da Conferência Nacional
Presidente – Miguel Silva Martins
Vice-presidente – Paulo Henriques Marques
Secretária – Inês Maria Pereira Mendonça
Direcção
Presidente – Rui Horácio Macedo
Vice-presidente – Mariano Garcia Inácio
Secretário – Duarte Gil Mendonça
Tesoureiro – Cristiano Pires Caixeiro
Secretário das Rel. Internacionais – Tiago Peten Prata
Secretário Comunicação e imagem – Hélder Duarte e Silva
2.º Secretário – Pedro Domingues Ferreira
Conselho Fiscal e Jurisdicional



Presidente – João Mira
Vice-presidente – António José Barros Godinho
Secretária-relator – Fernanda Fernandes


II Encontro de Coleccionadores de Objectos Escotistas de Almada

Realizando um dos pontos da sua Missão - apoiar e agir junto dos seus membros, mobilizando-os na divulgação do Escotismo, em especial da AEP - a direcção da Fraternal aceitou o convite que lhe foi dirigido pelo Companheiro Cristiano Caixeiro e expôs alguns objectos referentes à história da AEP e da Fraternal. Alguns associados estiveram presentes, e durante o fim de semana, explicaram a todos os interessados, os detalhes de cada um dos objectos expostos.
Para quem não esteve presente aqui fica uma "amostra".




MUSEU DA AEP - UMA IDEIA EM MARCHA

Foi aprovada por unanimidade no Conselho Permanente da AEP, realizado no passado dia 29 de Novembro (2014), uma recomendação da Fraternal, para a criação de um Protocolo a estabelecer com a Chefia Nacional, confiando à Fraternal a organização de um grupo de trabalho, com a missão específica de recolher e promover dádivas de espólios de escoteiros e grupos, proceder ao seu tratamento e catalogação, tendo em vista a futura criação de um Museu Escotista, bem como de um Álbum digital de documentos e fotografias do passado escotista, pertencendo à AEP providenciar a obtenção de espaço e de condições de funcionamento, operacionais e financeiras. Por indicação do Conselho Jurisdicional foi aditado à proposta que “os espólios cedidos constituirão património da AEP”, questão a que a Fraternal não levantou qualquer objecção.

ENTREGA DO COLAR DE HONRA À AEP

Conforme foi oportunamente anunciado, a nossa Conferência Nacional, realizada em 23 de Março (2014), elegeu a AEP, por unanimidade e aclamação, como o seu primeiro Membro Honorário.
A entrega do correspondente Colar de Honra teve lugar no dia 29 de Novembro, no PNEC - Parque de Escotismo da Caparica, antes do início do Conselho Permanente da AEP.
O Presidente da Fraternal usou da palavra para acentuar a importância da distinção e as razões que levaram à atribuição do Colar de Honra e fez entrega do mesmo nas mãos do Escoteiro Chefe Nacional, que agradeceu a distinção feita à AEP e sublinhou as vantagens da mútua colaboração entre as duas associações, evidenciando as relações de amizade e cooperação que nos ligam.
Ao acto assistiram dirigentes nacionais e regionais da AEP, membros da Fraternal e alguns escoteiros e familiares presentes no PNEC.

Mensagem de BP: Definição de Escotismo Adulto

Quando Baden-Powell escreveu a sua última mensagem a todos os escoteiros, sintetiza de uma maneira simples, mas ao mesmo tempo magistral, a essência pura do Escotismo, não apenas como movimento educativo para jovens, mas como sistema de valores para cidadãos adultos.

Conselhos como gozar a vida vendo sempre o lado positivo das coisas, tornar-se saudável e forte para ser mais útil ao semelhante, ou viver em harmonia com a Natureza, são as linhas principais do sistema de valores implícitos no Escotismo. Inclusivamente a maneira serena de explicar aos jovens a proximidade da sua morte, põe em evidência essa sua forma de viver em sintonia total com a Natureza.

Mas o que mais chama a atenção na última mensagem de BP é a definição de felicidade para a idade adulta que ela encerra “a Felicidade não provém da riqueza nem dos êxitos pessoais, que te encaminham erradamente para a busca da felicidade individual”.
Para ele a verdadeira felicidade se ganha em pequenas conquistas diárias e reside em desviar o alvo no sentido da felicidade dos outros. Cada um encontra o seu caminho amenizando o caminho dos outros, ajudando, empenhando-se e batendo-se para sobrepor o bem colectivo acima do individual.

O lema escoteiro ”SEMPRE PRONTO”, para os que já tenham deixado o Escotismo, consiste em continuar a lutar pela ideia de deixar este mundo um pouco melhor, juntando pequenos contributos aos intercâmbios sociais.

Precisamente por eles surge o Escotismo adulto (para a idade adulta), para coordenar essas sucessivas gerações de escoteiros que, ao longo da etapa formativa, querem oferecer o melhor de si mesmos aos outros, trabalhando em equipa.

O Escotismo adulto quer ser mais do que “antigos escoteiros”. O termo, por definição, nos situa no presente, não só para recordar os bons tempos passados dentro do Grupo, mas fundamentalmente para embarcarmos em projectos actuais. Além disso, a fórmula do Escotismo adulto é tão flexível e aberta que possibilita que nele possam integrar-se aqueles que, não havendo tido a sorte de viver o Escotismo em criança, o conhecem através de seus filhos, ou de seus amigos e se sentem identifica-dos com ele. A esses se oferece a oportunidade de realizar o seu Compromisso escoteiro e converter-se em membro da associação.

Para poder delimitar cada um dos termos, deveremos clarificar a diferença entre “ESCOTISMO/GUIDISMO ADULTO” e “RECURSOS ADULTOS”.
A diferença fundamental está no tipo de vínculo que se mantém com os escoteiros/guias.
Nós, os escoteiros e guias adultos não participamos directamente nos projectos dos grupos escoteiros, a não ser de forma regrada e sempre perante petição deles.
Caracterizamo-nos por ter vida própria, com projectos com finalidade social e meio ambiente definido, ainda que, sempre de forma indirecta, se cuide do apoio aos escoteiros e guias em qualquer momento ou circunstância, contribuindo assim para a continuidade do Escotismo na sociedade actual.

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ENTREGA DO COLAR DE HONRA a JOSÉ MARIA NOBRE SANTOS

Na sequência da aprovação na última Conferência Nacional da Fraternal, a Direcção , deslocou-se especialmente a Viseu no dia 2 de Setembro (2014) para fazer entrega do Colar de Honra ao Chefe José Maria Nobre Santos. 

O QUE SE PRETENDE COM A AUTO-FORMAÇÃO DO ESCOTEIRO ADULTO

A Constituição (Estatutos) da OMME, afirma que o Escotismo é um Movimento educativo e que: “A educação, no seu sentido mais lato, é um processo que dura toda a vida e permite o desenvolvimento global e contínuo das capacidades de uma pessoa, como indivíduo e como membro de uma sociedade.

Ao contrário da visão mais comum, a educação Escotista vai muito para além da educação formal (a educação escolar) tanto em alcance como em duração.

E a OMME explicita: “a educação é um processo ao longo da vida e o desenvolvimento não tem lugar apenas durante os anos de formação (infância e adolescência). Continua ao longo da vida. Como “processo”, tem altos e baixos – períodos mais activos, intensivos, significativos – que precisam de apoio”.

“Como processo de desenvolvimento contínuo das capacidades de uma pessoa, o objectivo da educação é contribuir para o pleno desenvolvimento de um individuo autónomo (capaz de tomar decisões e de gerir a sua vida), solidário (que se preocupa activamente com os outros), responsável (capaz de assumir as consequências das decisões tomadas, de manter compromissos e de cumprir aquilo a que se propõe) e empenhado (que procura viver de acordo com os seus valores e apoia os ideais que julga importantes)”.

A educação pelo Escotismo é pois uma proposta que procura exercer influência no cidadão para agir, por si, em favor do próprio e ao serviço da sociedade, considerando que:
Como individuo, deve contribuir para o desenvolvimento de todas as suas capacidades, em todas as áreas do desenvolvimento - física, intelectual, emocional, social e espiritual.
Como membro de uma sociedade, deve contribuir para o desenvolvimento de uma consciência social colectiva e preocupação com os outros, do sentido de pertença a uma comunidade e à sua história e evolução.
Estas duas dimensões não podem ser dissociadas, uma vez que não há educação sem uma procura do pleno desenvolvimento do potencial duma pessoa, e não há educação sem a aprendizagem da vida com outros, enquanto membros da comunidade local, nacional ou internacional.

Por outro lado, a Constituição Mundial da ISGF/AISG refere que:
“Os Fins da ISGF / AISG são encorajar os seus membros a:
a)     Guardar bem vivo o espírito da Promessa e da Lei, tal como estabelecidos por Baden-Powell, fundador dos Movimentos Escotista e Guidista, num processo de aprendizagem contínua;
b)     Transmitir esse espírito nas comunidades em que vivem e trabalham através do serviço activo em prol da comunidade; e
c)     Dar suporte activo ao Escotismo e Guidismo nas suas comunidades locais, nos seus países e ao nível mundial.”
assim, em resumo, os fins do Movimento para adultos:
    a)     Crescimento pessoal segundo os valores Escotistas,
    b)     Serviço às comunidades em que se inserem
    c)     Apoio ao Movimento juvenil.

A Constituição da ISGF enumera, ainda, três Princípios:
a) Respeitar a vida e os direitos humanos;
b) Contribuir para a compreensão mundial, especialmente através da amizade, tolerância e respeito pelos outros;
c) Trabalhar em prol da justiça e da paz, assim criando um mundo melhor. 

Pretende-se assim que cada escoteiro adulto, isoladamente ou em grupo (com outros companheiros do núcleos ou de outra estrutura), desenvolva acções que contribuam para a apreensão completa de um conteúdo formativo que corresponda, directa ou indirectamente, aos objectivos da educação atrás referidos.

FERRAMENTAS PARA O RECRUTAMENTO DE ADULTOS (Parte IV [última])

Texto de apoio elaborado por Sara Milreu, relativo ao módulo “Ferramentas para o Recrutamento de Adultos” integrado na 1.ª acção de formação da AEG-Portugal.
(adaptado do "Generational diversity in the BSA workplace", dos Boy Scouts of América)

Questões Geracionais e algumas Soluções

O significado do trabalho

O trabalho é sempre uma componente importante da vida de todos nós e da forma como nos definimos. A perspectiva das diferentes gerações face ao significado do trabalho pode resumir-se do seguinte modo:

Veteranos: trabalham porque gostam e encaram o trabalho como uma diversão, um acto de voluntariado, ou estão numa posição de liderança ou de destaque.

Pós-Guerra: a grande fatia desta geração continua a ser uma componente importante da forma como se definem, continua a representar um local onde querem ver os seus esforços reconhecidos e serem aceites. Alguns começam a reformar-se e estão à procura de substitutos, transferência do poder institucional, que-rem deixar o seu legado e transmitir-lhes a sua sabedoria. 

Geração X: a maturidade já lhes permite encarar o trabalho com um ambiente estável que lhes permite sustentar a família, mas com uma perspectiva de 3 a 5 anos, não mais. Capítulo da sua vida que lhes permite ir um pouco mais longe.

Geração do Milénio: algo que lhes ajuda a garantir um bom estilo de vida e um rendimento, mas que não os define, que lhes permite interagir com os seus pares, um local onde vão para trabalhar com alguém que os pode ajudar a atingir os seus objectivos.

Recrutamento
As estratégias de recrutamento devem variar de acordo com a geração que queremos atrair.

Para atrair os Veteranos, temos de lhes dar possibilidades de demonstrar o seu valor, de lhes demonstrar que têm conhecimentos e capacidades que podem e devem constituir um legado para as gerações seguin-tes. Precisam de um ambiente estável e de confiança, onde saibam que vão ser apreciados.

Os membros da Geração Pós-Guerra precisam de ver que ainda há espaço para liderar, para se assumirem enquanto força motriz do desenvolvimento da Associação.

Para recrutar elementos dentro da Geração X é necessário falar-lhes sobre as possibilidades de aprendiza-gem, sobre os outros indivíduos com quem pode estabelecer contactos e relacionamentos, da oportunidade de terem um mentor que os ajude a desenvolver-se e a ir mais longe no seio da Associação.


Para a Geração do Milénio, é importante centrarmo-nos nas possibilidades de aprendizagem num muito curto prazo, 3 a 6 meses, pois precisam de ver resulta-dos rápidos. Outra forma de os convencer é falar-lhes das redes que podem criar com os seus pares, através de projectos rápidos e imediatos. O seu individualismo deve ser cultivado, deixando-os brilhar. Eles sabem claramente onde estão e onde querem chegar, só preci-sam de um “empurrão” inicial que os faça avançar na direcção certa. Procuram agentes facilitadores nas associações, tal como os tiveram na figura dos pais.

Retenção
Para mantermos os nossos membros é necessário certificar-nos de que os nossos membros são líderes e estabelecem ligações, de uma forma muito pro activa. Não podemos deixar que os elementos da Geração X ou do Milénio se desmotivem e abandonem o Movimento por falta de tarefas para desenvolver ou de projectos para organizar. Preocupados com cada indivíduo, como ajudá-los, como integrá-los melhor, abordagem de preocupação e empatia genuína – conhecer o indivíduo e ajudá-lo a “florescer”.

Avaliações do Desempenho – performance reviews
Avaliar é importante, mas tem de ser feito de modo adequado. Não podemos demorar um ano para perce-ber que algo estava mal. Geração que nunca foi critica-da, por isso é preciso mostrar para que servem os da-dos, como se lêem e como se aproveitam para melho-rar as coisas.

Tópicos úteis

Porque é importante conhecer e reconhecer a diversidade geracional nas nossas Associações?
Conhecer e reconhecer a diversidade geracional pode ser um diferenciador estratégico, na medida em que nos per-mite adequar a nossa comunicação a cada uma das gera-ções e melhorar a eficácia das nossas interacções. Aumenta o respeito e o apreço de todos pelas diferenças e pelo que os outros têm para oferecer às nossas associações.


Introdução à Secção III - Trabalhar com as diferentes gerações
Nunca como antes, devido ao aumento da esperança média de vida e à forma como o envelhecimento activo é encarado, as nossas associações contaram com esta “mistura” de gerações. Tal diversidade pode dar-nos maior riqueza e produtividade, mas para tal é necessário compreender claramente as características de cada uma e a forma como cada geração é “única”.
Neste sentido, e apesar de a pertença a uma determinada geração ter um impacto significativo sobre a forma como cada um de nós vê o mundo, cada indivíduo teve um conjunto muito próprio de experiência, valores e crenças que pode introduzir algumas alterações a estes conceitos generalizados.
Assim, e como sempre na experiência da Humanidade, é importante conhecer e respeitar a individualidade de cada um dos nossos companheiros, nas mais variadas circunstâncias.

Conhecer a diversidade geracional ajuda-nos a compreender:
1) Que houve diversos fenómenos que deram origem ao sistema de valores, aspirações, atitudes e expectativas das diferentes gerações;
2) Que as diferentes gerações têm diferentes modos de ver o mundo, diferentes objectivos de desenvolvimento pessoal, diferentes formas de se expressar e envolver;
3) Que é necessário ter uma abordagem diferenciada para motivar as diferentes gerações,


Diferentes gerações, diferentes visões do que é, e formas de trabalhar em, equipa:

Veteranos: grupo, unidade, medida de proximidade, o grupo é tangível e constituído por pessoas conhecidas – “nós” em vez de “eu” – capacidade de escuta activa das opiniões dos outros.

Geração do Pós-Guerra: equipa é igual a tanto faz, a equipa tem de ser composta por pessoas que partilhem a mesma atitude,  clioente vem em 1º lugar, o objectivo final de terminar a tarefa vem em 1º lugar, quem quiser trabalhar e se revir nos objectivos é bem-vindo à equipa.

Geração X: eu tenho uma função e esta obedece a uma descrição, eu venho trabalhar todos os dias e desempenho as funções descritas nesse documento, depois regresso ao “meu” tempo, a equipa é importante e compreendo que tenho um papel a desempenhar na equipa, mas não me conformo exclusivamente em satisfazer as necessidades da equipa, quero apenas cumprir o meu dever, conforme descrito na descrição de funções.

Geração do Milénio: digam-se quais são os benefícios de estar nesta equipa, qual a utilidade, como vai ser, para mim, essa experiência de trabalhar em equipa o que me vai trazer a equipa, maior individualismo.


Tabela comparativa das gerações


Veteranos
Antes de 1945
Geração do Pós-Guerra
1945-1964
Geração X
1965-1979
Geração do Milénio
1980-2000
Pontos fortes
Estáveis; seguem as regras
Trabalham bem em equipa;
são competitivos
Adaptáveis e flexíveis; alta literacia tecnológica
Polivalentes; dominam a tecnologia
Atitude geral
Práticos mas conservadores
Positivos; lutam pelo sucesso
Cépticos e pessimistas
Optimistas; esperançosos
Atitude perante a autoridade
Respeito
Amor/ódio
Não se deixam impressionar ou intimidar
Aceitam-na de forma deferente
Estilo de Liderança
Hierárquico; com base na antiguidade
Participativo; consenso
Baseado na competência; claro e directo
Inclusivo; avesso aos conflitos
O que os desmotiva
Comentários vulgares e pouco apropriados
Politicamente incorrecto
Exageros  e clichés
Espera e atrasos
Experiência face à Diversidade
Segregação étnica
Início da integração étnica
Sociedade integrada como norma
Realinhamento das maiorias raciais
Informação sobre o Desempenho
Não ter notícias, é uma boa notícia
Periódica; com base em dados concretos
Interrompem e perguntam: “como está a correr?”
Querem informação instantânea e constante
Objectivos de carreira
Um emprego para a vida; construir o seu legado; segurança no emprego
Visibilidade; reconhecimento; melhoria das condições
Sucesso alcançável; sempre a aumentar competência
Actividades paralelas; oportunidade de agir em várias vertentes




Geração X
1965-1979
Geração do Milénio
1980-2000
Pontos fortes
Adaptáveis e flexíveis; alta literacia tecnológica
Polivalentes; dominam a tecnologia
Atitude geral
Cépticos e pessimistas
Optimistas; esperançosos
Atitude perante a autoridade
Não se deixam impressionar ou intimidar
Aceitam-na de forma deferente
Estilo de Liderança
Baseado na competência; claro e directo
Inclusivo; avesso aos conflitos
O que os desmotiva
Exageros  e clichés
Espera e atrasos
Experiência face à Diversidade
Sociedade integrada como norma
Realinhamento das maiorias raciais
Informação sobre o Desempenho
Interrompem e perguntam: “como está a correr?”
Querem informação instantânea e constante
Objectivos de carreira
Sucesso alcançável; sempre a aumentar competência
Actividades paralelas; oportunidade de agir em várias vertentes

Adaptado de http://olc.scouting.org/courses/diversity/index.html