Tuesday, April 23, 2013

23 de Abril – O Dia do Escoteiro


"S. Jorge é comemorado no dia 23 de Abril. É este o motivo por que os Escoteiros transformaram esta data no «Dia do Escoteiro», um momento cheio de significado para escoteiros de todo o mundo, em que estes reafirmam os ideais da fraternidade que enformam o nosso movimento.
Desenho de B.-P.
Para isso logo de manhã, vais ratificar, isto é, confirmar o Compromisso de Honra que prestaste quando vieste para os escoteiros, por ser uma maneira prática de provares que é fiel àquela velha fórmula que, com certeza, já ouviste repetir em diversas ocasiões: uma vez Escoteiro, sempre escoteiro. Mas não fica por aqui a celebração deste dia, visto que, de seguida, vais trocar saudações com escoteiros ou Antigos escoteiros de todo o mundo, para que seleccionaste previamente os necessários endereços. Após estas iniciativas individuais, vais reunir-te aos escoteiros do teu grupo, porque o Dia do escoteiro é sobretudo uma festa da camaradagem. É a altura de, em conjunto, saírem á rua, desfraldando alegremente bandeiras e galhardetes, a fim de mostrarem o júbilo que lhes vai na alma e quão grande é o contentamento e a satisfação que lhes dá o facto de serem Escoteiros.
Se, acaso, não puderes envergar o teu uniforme e reunires-te aos teus companheiros, mesmo assim não deixarás de assinalar esse dia memorável. Colocarás na botoeira uma rosa vermelha – a rosa de S. Jorge. Deste modo, estarás espiritualmente a fazer parte dessa grande família, dessa grande cadeia de amizade que se entrelaça na alma de várias dezenas de milhões de Escoteiros e Antigos escoteiros de todos os Continentes.
É um dia feliz o Dia do escoteiro, porque ele traduz a vitória dos ideais de paz e de boa vontade entre a gente nova nos quatro cantos do mundo."

In “Na Senda do Escotismo” Manual Para Ser Escoteiro – 1.ª edição 1985

S. Jorge – Um exemplo de generosidade


“B.-P. comparou os escoteiros de hoje aos cavaleiros de antanho, uma vez que,  uns e outros, se submetem voluntariamente a um compromisso, adoptam uma Lei ou Código de Honra e se entregam abnegadamente à prática do bem e da Virtude e, particularmente, ao serviço dos que necessitam de auxílio e de ampara.
S. Jorge foi até há muito pouco tempo o único santo cavaleiro, motivo por que se tornou o patrono desses homens de armas. É igualmente o patrono da Inglaterra. Não foi este, é de crer, o mais frágil dos motivos que tenham influído na decisão que fez com que S. Jorge se tornasse também patrono dos Escoteiros. Embora subsistam fortes duvidas quanto á veracidade da existência deste santo, a meditação sobre a história desta lendária figura é necessariamente proveitosa, visto envolver uma lição em que a generosidade e a valentia recebem um tributo de admiração e louvor.
Desenho de B.-P.
Diz a tradição, que ocorria o ano de 303, quando nasceu s. Jorge na Capadócia, uma antiga região, hoje situada na Turquia. Muito jovem, alistou-se na Cavalaria, onde depressa se notabilizou, graças ao seu valor
Certa vez, encontrando-se em Silene, antiga cidade da Líbia, soube de um acontecimento infame que ali diariamente ocorria: um dos seus habitantes tirado á sorte, era oferecido, para ser barbaramente devorado, a um horrendo dragão que existia nas proximidades. Só por esse processo aquele povo conseguia aplacar a fúria do monstro!
Aconteceu que, logo no dia da chegada do cavaleiro, coubera  a Cleolinda, formosa donzela, filha do rei, a amarga sorte de ser sacrificada à avidez insaciável do hediondo ser. S. Jorge ficou indignado, com essa deprimente situação, à qual ninguém ousava pôr termo, tomados como estavam por um pavor paralisante. Mas o jovem cavaleiro imediatamente prometeu a si mesmo tudo fazer, ainda que fosse com o sacrifício da própria vida, para acabar com a ignóbil situação e evitar que a linda princesa fosse imolada à voracidade do monstro. Dirigiu-se, portanto, ao pântano onde o dragão vivia e aí, embora temendo os urros medonhos que a besta –fera soltava: empunhando apenas a sua lança, trespassou-a com um golpe fulminante! Acabava assim a terrível ameaça para o povo de Silene e estava salva a formosa princesa Cleolinda
Louco de alegria por ver a filha poupada a tão horrível sacrifício, quis o rei, logo, oferecer a S. Jorge a mão de Cleolinda.  Mas o cavaleiro, que prometera solenemente a si próprio, e perante deus, dar luta sem tréguas ao Mal, até o extirpar da Terra, bem como de defender os fracos e os oprimidos, viu-se impedido de aceitar a aliciante proposta. Teve de partir, não sem prometer voltar logo que se encontrasse desincumbido das suas obrigações, para então desposar a bela princesa.
Tal como S. Jorge, assim devem agir os escoteiros: Em face de uma dificuldade ou de um perigo, não devem voltar as costas, nem se deixam intimidar. Enfrenta-nos com determinação e energia até os vencerem, isto embora eles lhes tenham preciso enorme e tenebrosos, ante os parcos meios com que contam para lhes fazer face. Eis a atitude dos escoteiros sempre que seja necessário correr em defesa do Bem, da Justiça e de quem careça de protecção.”
In “Na Senda do Escotismo” Manual Para Ser Escoteiro – 1.ª edição 1985 (texto actualizado)

Thursday, April 18, 2013

POLÍTICAS FUNDAMENTAIS DA FRATERNAL

O novo Regulamento Geral, define no seu Capítulo II Secção II as Políticas Fundamentais da Fraternal, a saber:


Art.º 03 - A FRATERNAL baseia a sua actuação nas seguintes políticas de acção:
a) Liberdade Religiosa;
b) Convívio social fraterno;
c) Igualdade de oportunidades;
d) Direitos Humanos;
e) Segurança e Saúde;
f) Preservação do Ambiente.

a) Liberdade Religiosa
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação aberta a todos e, do ponto de vista interconfessional e plural, é a única representante do Escotismo Português para a idade adulta.
2. A FRATERNAL inclui associados com diferentes opções religiosas, assumindo cabalmente o respeito por tais opções;
3. Os associados da FRATERNAL não podem ser obrigados a participar em quaisquer actos religiosos, devendo, no entanto, ser encorajados a participar nos serviços religiosos da religião que professam;
4. A fórmula do Compromisso de Honra deverá ser adequada à orientação religiosa de cada membro, garantindo-se apenas que a referida orientação não seja contrária aos valores, princípios e finalidade do Movimento Escotista.

b) Convívio social fraterno
A Fraternal estimula a convivência dos seus associados e as amistosas relações com outros grupos sociais, entendendo-as como um contributo para a paz no mundo e a convivência entre os povos.

c) Igualdade de Oportunidades
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação aberta a todos e com uma política activa que promove a igualdade de oportunidades;
2. A FRATERNAL está empenhada em contribuir para a vivência do Espírito Escotista entre adultos de todas as proveniências sociais e culturais;
3. Nenhum adulto deverá receber um tratamento menos favorável ou ser preterido por razões de classe, origem étnica, género, capacidade física ou mental, crença religiosa ou política;
4. Todos os membros da FRATERNAL devem procurar praticar e promover essa igualdade de oportunidades, cabendo á direcção implementar, observar e garantir a política de igualdade de oportunidades da FRATERNAL;
5. Todos os associados têm de ser pessoas com idoneidade, devendo adoptar comportamentos adequados e cumprir o compromisso que assumiram.

d) Direitos Humanos
1. A FRATERNAL, tendo em consideração salvaguardar a dignidade de todas as pessoas, em todos os momentos e em todas as circunstâncias, subscreve a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
2. Os associados da FRATERNAL deverão, além disso, contribuir para a segurança e protecção dos jovens, o seu desenvolvimento como cidadãos e em igualdade de oportunidades. 



e) Segurança e Saúde
É política da FRATERNAL desenvolver o Escotismo para a idade adulta de uma forma segura e com riscos controlados para garantir a saúde, o bem-estar e a segurança dos seus membros.



f) Preservação do Ambiente
1. A FRATERNAL assume-se como uma associação que promove a preservação do Ambiente;
2. A FRATERNAL desenvolve a prática do Escotismo na idade adulta, tendo em conta todas as regras praticáveis e razoáveis para preservar o ambiente;
3. A componente ambiental e a vida ao ar livre são para a FRATERNAL elementos estruturantes da sua actuação, na autoformação dos adultos, nas actividades desenvolvidas e na participação activa na comunidade;
4. A FRATERNAL está comprometida em promover a formação de adultos e a sensibilização da sociedade para a conservação da Natureza e o desenvolvimento sustentável;
5. A FRATERNAL propõe-se colaborar com as entidades estatais ou Organizações Não Governamentais na Gestão Ambiental, minimização dos impactes ambientais e prevenção da poluição.





Nova Insígnia da Fraternal

A FRATERNAL tem como insígnia um distintivo de forma redonda, com sete centímetros de diâmetro, sobre fundo azul-escuro, tendo por base a Flor-de-Lis, de cor vermelha, com duas estrelas brancas, cada uma em sua pétala lateral, colocada sobre um Trevo de três folhas branco, de acordo com o Regulamento da ISGF, dentro de um circulo amarelo, sendo delimitado externamente pela indicação “Fraternal Escotista” na parte superior e “Portugal”, na parte inferior, escrito igualmente a cor amarela, conforme ilustra a figura acima.

CONFERÊNCIA NACIONAL DA FRATERNAL

A Mesa da Conferência Nacional, com as presenças do seu Presidente, Pedro Jorge Maurício Jacobetty Vieira, do Vice-Presidente, Feliciano Domingues Garcia Parra, e do Secretário, Afonso Mariano Inglês

Decorreu no PNEC, no passado dia 23 de Março a 55.ª Conferência Nacional da Fraternal.

O Relatório e Contas da Direcção referente ao ano de 2012, foi aprovado por unanimidade. 
Foram igualmente aprovadas por unanimidade as duas alterações aos Estatutos propostas pela Direcção:
- O artigo 13.º, n.º 3 ficou com a seguinte redacção: “Os estatutos só poderão ser alterados por deliberação da Conferência Nacional, tomada por maioria de três quartos dos membros presentes, sendo que as propostas de alteração têm de ser distribuídas com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.”;
- Foi eliminado o n.º 4 do artigo 17.º.
Foi também aprovado o novo Regulamento Geral da Fraternal, assim como o Programa de Actividades e o Orçamento para 2013.


Depois dos trabalhos seguiu-se uma apresentação por João Aragão e Pina, autor do livro “Apresentações que Falam Por Si”, dedicada ao tema das apresentações em PowerPoint e sua importância para “contagiar” a audiência. Esta apresentação insere-se nos esforços desenvolvidos pela Fraternal de proporcionar aos Dirigentes da AEP actividades de interesse para estes e que possam ser uma mais-valia nas suas vidas, tendo o convite sido aceite por alguns, especialmente formadores da Escola Nacional de Formação Insígnia de Madeira (ENFIM) da AEP.


Á noite seguiu-se uma animação escotista, na qual o Núcleo de Setúbal apresentou algumas canções incluídas no cancioneiro que está a elaborar.

5º Workshop da Região Europeia


Cinco elementos da Fraternal estiveram presentes no 5.º Workshop da Região Europeia da ISGF, que se realizou de 11 a 15 de Março, em Wandlitz, uma pequena localidade a cerca de 30 quilómetros a norte de Berlim .
Para além de Portugal estiverem presentes representantes da Áustria, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Liechtenstein, Noruega, Polónia, Roménia, Suíça e Reino Unido. 

Nana Gentimi, membro do Comité Mundial da ISGF, foi a primeira oradora, que começou por referir que tinha acabado de vir da reunião do Comité Mundial em Bruxelas e que reportaria ao Comité Mundial as conclusões do workshop.


Apresentou o kit de formação que está a ser desenvolvido pela ISGF, composto por sete volumes, a saber:
1) ISGF – informações sobre a organização, como tornar-se membro, o que fazemos, etc.
2) Lei do Escoteiro/Guia para adultos
3) O Método Escotista/Guidista para adultos
4) Adaptação do livro “velhos pensamentos... novas visões” produzido pela Noruega, onde se compilam várias citações de B.P., com imagens e desenhos sugestivos.
5) Brochura composta em colaboração com a UNHCR sobre o contributo que as associações de Escoteiros Adultos podem dar no trabalho para a paz, com refugiados e outras populações que enfrentam dificuldades
6) Projectos desenvolvidos pelas associações membro
7) Ambiente

Seguiu-se a apresentação de Harald Kesselheim, membro do Comité Europeu responsável pela ligação com o Comité Mundial, que falou das funções dos diferentes elementos que compõem o Comité Mundial, que tem como principal objectivo coordenar e apoiar as actividades das associações nacionais. Explicou que o Comité Mundial é o órgão executivo da ISGF, composto por 8 membros eleitos nas Conferências Mundiais e mais dois elementos nomeados em representação da WOSM e da WAGGGS. 


Olav Balle, membro do Comité Europeu, fez uma apresentação centrada nos objectivos, potencial e problemas da Região Europa, actualmente composta por 4 sub-regiões: Norte e Báltico, Europa Central, Europa Ocidental e Sul da Europa.
Teve ainda lugar uma apresentação pela representante Finlandesa, Doris Stockman, sobre a Conferência Europeia que terá lugar de 4 a 8 de Setembro próximo. 

Leny Doelman, administradora dos conteúdos da página Internet da ISGF, partilhou com os presentes algumas dicas e truques para construírem uma página internet para as suas organizações. Depois de uma apresentação geral seguiram-se trabalhos em grupo que permitiram aos participantes ensaiar em papel o aspecto e os menus que devem ser incluídos. Alguns dos conselhos incluíram a necessidade de ter listas nos menus com um máximo de 8 entradas, que podem posteriormente ser desdobradas; o cuidado a ter com as fotografias que devem ser relevantes e ter um bom enquadramento; a necessidade de usar sempre o mesmo tipo de letra para não “perturbar” a leitura; utilizar uma combinação de cores sóbrias e que facilite a leitura; escrever os artigos de modo curto, conciso e apelativo, não esquecendo de mencionar o que aconteceu, quais os envolvidos, onde, quando, como e porquê.